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Bolsas europeias oscilam enquanto investidor monitora política nos EUA

Rafael Vazquez
·3 minuto de leitura

Temor de interferência externa nas eleições americanas e avanço dos casos de covid-19 na Europa seguem no radar Após três sessões de queda, as bolsas europeias anularam as perdas do início da sessão e passaram a oscilar perto da estabilidade nesta manhã. Os investidores globais seguem monitorando o noticiário político dos EUA e acompanham tanto as lentas negociações sobre um pacote de estímulo fiscal antes da eleição de 3 de novembro como os preparativos para o último debate entre o presidente Donald Trump e o seu desafiante, o ex-vice-presidente Joe Biden. Além disso, uma acusação de autoridades da inteligência americana sobre supostas tentativas de interferência do Irã e da Rússia no processo eleitoral reforçou temores de que o pleito pode ser rodeado por agitação civil, uma das maiores preocupações do mercado desde que Trump prometeu contestar o resultado em caso de derrota. Diante do cenário, depois de operar em queda, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 oscilava perto da estabilidade, a 360,51 pontos, em leve baixa de 0,08%, por volta de 9h40. O DAX, índice de referência da Bolsa de Frankfurt, fez movimento semelhante e cedia 0,12%. Um indicador de confiança do consumidor da consultoria GfK apontou piora no sentimento dos alemães em relação à economia para o próximo mês. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 tinha leve alta de 0,06%, embora as conversas entre o Reino Unido e a União Europeia sobre suas relações após o fim do período de transição do Brexit, no fim do ano, continuem emperradas. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 tinha ligeira alta de 0,04% no mesmo horário, enquanto o FTSE MIB, da Bolsa de Milão, subia apenas 0,02% e o Ibex 35, de Madri, ganhava somente 0,03%. Ralph Orlowski/Bloomberg “É sempre uma pretensão exaustiva manter uma visão de longo prazo quando tanto está sendo envolvido em um lance de estímulo de curto prazo”, declarou o estrategista-chefe da AxiCorp, Stephen Innes, em nota a clientes, comentando como os investidores estão em relação ao pacote de estímulos negociado nos EUA. A Europa também ainda está lutando contra um aumento nos casos covid-19. Nos últimos 14 dias, a República Tcheca, a Holanda e a Bélgica tiveram a maior taxa de infecção per capita, de acordo com o Centro Europeu de Controle de Doenças. O ministro de Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, deve anunciar ajuda às empresas afetadas pelas novas restrições impostas às regiões duramente atingidas. No noticiário corporativo, a temporada de ganhos ocorre em ambos os lados do Atlântico. O International Airlines Group (IAG) relatou uma receita pior do que o esperado no terceiro trimestre e disse que não iria cumprir sua meta de equilíbrio no fluxo de caixa no quarto trimestre, pois operará com 30% da capacidade. Ainda assim, as ações da empresa, controladora da British Airways e da Iberia, reverteram as perdas e subiam mais de 3% na Bolsa de Londres. Os papeis da Unilever subiam 0,74% após a gigante dos produtos de consumo relatar receita melhor do que a prevista e manter seus dividendos.