Bolsas europeias ignoram política e fecham em alta

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira após as perdas registradas na terça-feira com indicadores fortes sobre a atividade econômica global ofuscando as preocupações com questões políticas na Espanha e na Itália. Também contribuiu para a alta o fato da véspera ter havido fortes quedas nos mercados, que se transformaram nesta segunda em boas oportunidades de investimento. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,58%, fechando a 285,56 pontos.

Os índices dos gerentes de compras (PMI) do setor de serviços da Europa, dos EUA e da China subiram em janeiro e devolveram o apetite por risco aos investidores, provocando alta nas bolsas. No início da manhã, o PMI de serviços da zona do euro surpreendeu ao avançar para 48,6 em janeiro, o nível mais alto em dez meses. O PMI de serviços da Alemanha, que é a maior economia do bloco, aumentou para 55,7, na leitura mais alta em 19 meses. Até mesmo da Espanha, que enfrenta uma dura crise econômica e cujo governo está envolvido em um escândalo de pagamentos secretos, saíram números animadores. O PMI de serviços do país aumentou para 47,0 em janeiro, o patamar mais elevado em um ano e meio.

O tom positivo já havia surgido durante a madrugada, após a divulgação de alta no PMI do setor de serviços da China medido pelo HSBC para 54,0 em janeiro. No Japão, o PMI de serviços ficou estável em 51,5 em janeiro, mas o indicador composto - que também leva em conta o setor industrial - atingiu a máxima em nove meses de 50,4, na primeira leitura acima de 50,0 desde maio de 2012.

Por fim, o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) informou no começo da tarde que o índice de atividade do setor de serviços dos EUA caiu para 55,2 em janeiro, mas ficou acima da estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que previam recuo para 55,0.

Os ganhos também são explicados pela busca dos investidores por oportunidades de compra geradas pelos declínios observados ontem. Uma evidência disso é a forte alta das ações de bancos da Espanha e da Itália, que haviam sido penalizados pelos problemas políticos nos dois países. Além do escândalo político na Espanha, as eleições na Itália aparecem como uma fonte potencial de instabilidade para o país. "Não é tanto uma questão de entusiasmo hoje, mas sim simplesmente a volta ao normal após algumas preocupações exageradas", disse um trader.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres ganhou 0,58%, fechando a 6.282,76 pontos. A ARM Holdings avançou 4,4% com resultados melhores que o esperado no quarto trimestre e o BG Group reverteu suas perdas e fechou com alta de 3,4% após afirmações do presidente da empresa aliviarem o tom negativo gerado pelas fracas perspectivas para este ano.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX avançou 0,35%, fechando a 7.664,66 pontos. A Munich Re ganhou 3,9% após anunciar resultados do quarto trimestre e afirmar que planeja aumentar dividendos. A Allianz avançou 1,7%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve valorização de 0,95%, encerrando a sessão a 3.694,70 pontos. A Pernod Ricard perdeu 0,8% após um rebaixamento por uma corretora. Já a L'Oreal avançou 2,2%.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve o melhor desempenho, subindo 2,20% e fechando a 8.093,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 registrou valorização de 0,60%, a 6.172,93 pontos. E a Bolsa de Milão avançou 1,05% e fechou a 16.712,26. As informações são da Dow Jones.

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