Bolsas europeias fecham em queda com dados corporativos

As bolsas da Europa fecharam em queda com uma série de indicadores e notícias corporativas negativas, pressionadas pela queda nas vendas no varejo da Alemanha e pelo aumento acima do esperado nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Somente a Bolsa de Milão fechou em alta, recuperando parte das perdas registradas ontem.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,49%, fechando a 287,22 pontos.

As vendas no varejo da Alemanha caíram 4,7% em dezembro ante o mesmo mês do ano anterior em termos reais, afirmou o Destatis. A agência de estatísticas observou, no entanto, que o mês de dezembro de 2012 tinha apenas 24 dias de compras, dois dias a menos que no mesmo mês de 2011. O resultado ficou bem abaixo da previsão de crescimento de 0,2% de analistas entrevistados pela Dow Jones.

Também repercutiu mal o alerta da empresa farmacêutica britânica AstraZeneca, que afirmou esperar que o lucro caia mais que o esperado este ano diante da concorrência com os genéricos.

Nos EUA, o aumento maior que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego pressionaram as bolsas europeias. Os pedidos subiram para 368 mil na semana encerrada em 26 de janeiro, superando a previsão dos analistas, de 365 mil. Entre outros indicadores norte-americanos, saíram números de renda e consumo pessoal, com o primeiro batendo previsões. Em dezembro, houve crescimento de 2,6% na renda pessoal na comparação com novembro, ante expectativa de 1% dos economistas. O consumo cresceu 0,2%, dentro do projetado. Também foram divulgados o índice do custo da mão de obra, que subiu 0,5% no quarto trimestre, em linha com o esperado.

Além disso, os mercados europeus ainda repercutem a inesperada queda no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e o tom cauteloso do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) em relação à economia no comunicado que divulgou na quarta-feira (30), após dois dias de reunião de política monetária. No entanto, diante da desaceleração doméstica, com recuo de 0,1% no PIB do quarto trimestre, o Fed reiterou seu compromisso de manter em vigor as atuais medidas de estímulo.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres perdeu 0,73%, fechando a 6.276,88 pontos. A Vedanta Resources avançou 3,4% após anunciar aumento de 31% em sua receita no terceiro trimestre do ano passado. Royal Dutch Shell caiu 2,9% após os resultados do quarto trimestre virem piores que o esperado.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX perdeu 0,45%, fechando a 7.776,05 pontos. As ações da E.ON continuaram a cair, perdendo 3,1%. O Deutsche Bank ganhou 2,9% após indicar que um aumento de capital é improvável.

Já a Bolsa de Milão, que na quarta havia fechado em queda de 3,36% devido à uma confluência de notícias corporativas negativas, abriu a sessão em baixa mas se recuperou, avançando 0,86% e fechando a 17.439,06. A bolsa foi impulsionada pelo Monte dei Paschi, que avançava 1,94% depois de um alto funcionário do banco central italiano elogiar o plano de negócios do Monte e afirmar que o terceiro maior banco da Itália tem uma situação "estável graças a seus supervisores".

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve retração de 0,87%, encerrando a sessão a 3.732,60 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve o pior desempenho, caindo 2,45% e fechando a 8.362,30 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 registrou desvalorização de 1,08%, a 6.201,43 pontos. As informações são da Dow Jones.

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