Bolsas europeias fecham em direções opostas

As bolsas da Europa fecharam em direções divergentes nesta segunda-feira, em meio a notícias corporativas negativas e após a agência de classificação de risco Moody's afirmar que a dívida da Grécia continua insustentável - mesmo após a segunda reestruturação - e que os credores oficiais do país terão de aceitar perdas em seus empréstimos. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,08%, fechando a 279,18 pontos.

Nesta segunda-feira a Moody's afirmou que a dívida do governo da Grécia permanece insustentável apesar do "segundo default", à medida que só será possível colocar o país de volta nos trilhos se as instituições oficiais sofrerem perdas com os empréstimos gregos. "Um outro default sobre o restante da dívida privada daria pouco alívio, já que, agora, mais de 75% do estoque total da dívida é detido por credores oficiais. Em nossa opinião, apenas uma redução no principal da dívida pública conduziria a uma aparência de sustentabilidade da dívida da Grécia", disse a agência.

Já a agência de estatísticas da União Europeia informou que a zona do euro teve um superávit comercial de 10,2 bilhões de euros em outubro, ante superávit de 9,5 bilhões de euros em setembro. Economistas consultados pela Dow Jones previam um superávit maior, de 11 bilhões de euros.

Mas os investidores se animaram com a informação de que o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, John Boehner, apresentou uma proposta para evitar o abismo fiscal - cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos programados para janeiro - que foi considerada um sinal de avanço nas negociações com os democratas. Diferentemente de proposições anteriores, os republicanos aceitaram um aumento dos impostos para os cidadãos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano e indicaram que podem concordar com uma elevação do teto da dívida federal.

As bolsas também receberam impulso da vitória do oposicionista Partido Liberal Democrático (PLD) nas eleições parlamentares do Japão. O líder do partido, Shinzo Abe, que deverá se tornar o primeiro-ministro japonês, é um defensor de medidas mais agressivas de relaxamento monetário por parte do Banco do Japão (BoJ) para combater a deflação e estimular a economia do país.

Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, perdeu 0,16%, fechando a 5.912,15 pontos. A empresa de geradores de energia Aggreko despencou 21,69%, após alertar para um desempenho fraco em 2013. A Vodafone recuou 1,71%, depois de um leilão para direitos de exploração da tecnologia 4G na Holanda terminar com um prêmio considerável.

Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,14%, encerrando a sessão a 3.638,10 pontos. A Alcatel-Lucent teve valorização de 5,81%, continuando os ganhos iniciados após conseguir uma nova linha de crédito na semana passada. Já a Danone perdeu 1,75%, com os investidores preocupados com os negócios da companhia na Europa após o anúncio de uma reestruturação.

Já na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX ganhou 0,11%, a 7.604,94 pontos. As ações da companhia aérea Lufthansa subiram 2,09%, enquanto a Fresenius perdeu 1,08%, em meio a um movimento generalizado de troca de papéis defensivos para ações de empresas cíclicas na Europa. A Daimler ganhou 1,98%, depois de anunciar a integração das suas organizações de venda na China.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,24%, fechando a 5.638,88 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve alta de 0,20%, a 8.040,30 pontos. E em Milão, o índice FTSE-Mib ganhou 0,61% e fechou a 16.004,73 pontos. As informações são da Dow Jones.

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