Bolsas europeias fecham em alta em dia de baixo volume

As Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, em um dia com baixo volume de negociação, com a eleição presidencial nos Estados Unidos fazendo os investidores evitarem assumir grandes posições. Alguns balanços corporativos positivos contribuíram para os ganhos dos mercados, que se recuperaram após as perdas da véspera. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,56%, finalizando a 274,74 pontos.

O resultado da eleição presidencial nos EUA provavelmente só será conhecido no fim do dia ou no início da madrugada de quarta-feira. Investidores esperam que a decisão não seja atrasada, como ocorreu em 2000, na disputa entre o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore. As últimas pesquisas de opinião indicam uma disputa apertada, embora Obama tenha uma pequena vantagem sobre Romney em alguns dos chamados "Estados indecisos", como Iowa.

Segundo analistas, existe um certo sentimento de alívio com o fato de o dia da eleição finalmente ter chegado, após uma longa e tumultuada campanha. Enquanto isso, na Grécia manifestantes tomaram as ruas de Atenas em meio a protestos contra medidas de austeridade, um dia antes de o Parlamento votar um novo pacote de cortes de gastos. Já o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou em entrevista a uma rádio que, antes de decidir sobre um possível pedido de ajuda à União Europeia, é preciso saber quanto diminuiriam os custos dos empréstimos para o país, caso houvesse uma intervenção do Banco Central Europeu (BCE).

As Bolsas europeias mantiveram seus ganhos mesmo após a divulgação das encomendas à indústria da Alemanha, que recuaram 3,3% em setembro, na comparação com agosto. O resultado ficou bem abaixo das previsões dos analistas, que esperavam uma queda de 0,5%.

Outro fator negativo foi o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que caiu para 45,7 em outubro, de 46,1 em setembro. O dado ficou abaixo da previsão de 45,8 e apontou a contração mais profunda da atividade na região desde junho de 2009. O índice composto é resultado da combinação dos indicadores industrial e de serviços.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve alta de 30,16 pontos (0,87%), fechando a 3.478,66 pontos. O setor bancário liderou os ganhos, com destaque para Crédit Agricole (+4,29%) e Société Générale (+2,26%). As ações da Air France-KLM tiveram valorização de 5,31%, após o executivo-chefe da Alitalia negar rumores de que a companhia francesa iria aumentar sua fatia na empresa, atualmente em 25%.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 51,29 pontos (0,70%), fechando a 7.377,76 pontos. Fresenius Medical Care teve alta de 3,62%, Lufthansa ganhou 2,95% e Commerzbank subiu 2,70%. Já a Volkswagen perdeu 4,13%, após o conselho da companhia aprovar a emissão de até 2 bilhões de euros em títulos obrigatoriamente conversíveis em ações.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, ganhou 45,84 pontos (0,79%), fechando a 5.884,90 pontos. A seguradora Resolution teve alta de 6,96%, após ter sua recomendação elevada por uma corretora. A International Consolidated Airlines avançou 2,52% e o banco Lloyds registrou valorização de 4,54%.

Em Milão, o FTSE-Mib teve alta de 139,31 pontos (0,90%), fechando a 15.683,71 pontos. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, registrou avanço de 22,72 pontos (0,42%) e fechou a 5.372,92 pontos. E na Bolsa de Madri o índice IBEX-35 subiu 19,00 pontos (0,24%), fechando a 7.837,60 pontos. As informações são da Dow Jones.

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