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Bolsas europeias fecham 2º trimestre com ganhos fortes

Gabriel Roca

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 13,89% no período, maior ganho trimestral desde 2015, e, na sessão desta terça, avançou 0,13% Os principais índices das bolsas europeias terminaram a sessão desta terça-feira (30) sem direção única, mas anotaram ganhos fortes durante o segundo trimestre de 2020, encerrado hoje.

Na sessão desta terça, os dados positivos observados nos índices de gerentes de compras (PMI) da China não foram capazes de sustentar ganhos mais relevantes, mesmo em meio ao crescimento de casos de covid-19 nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em alta de 0,13%, aos 360,34 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,90%, aos 6.169,74 pontos — no trimestre, acumulou alta de 8,78% —, ao passo que em Frankfurt, o DAX subiu 0,64%, a 12.310,93 pontos — nos três últimos meses, avançou 23,90%. Em Paris, o CAC-40 fechou o dia em desvalorização de 0,19%, aos 4.935,99 pontos — no segundo trimestre o índice francês subiu 12,28%.

“Mais uma vez, as ações europeias pareceram inseguras após a abertura dos negócios, puxadas em diferentes direções por manchetes relacionadas à pandemia e uma manhã amplamente positiva por dados (se você olhar além do Reino Unido)”, disse Connor Campbell, analista da Spreadex. No entanto, no acumulado trimestral, os ganhos foram relevantes. O Stoxx 600 subiu 13,89% no período, maior ganho trimestral desde 2015. A maioria dos países europeus flexibilizou medidas de restrição às atividades comerciais no trimestre, tendo em grande parte colocado o coronavírus sob controle.

Além disso, o Fundo de Recuperação da União Europeia, de 1,8 trilhão de euros, e as esperanças de uma vacina também deram força às ações do continente. “Foi outro mês decente para os mercados da Europa, com o DAX avançando pelo terceiro mês consecutivo [+2,41%]. Embora não seja suficiente para reverter as perdas que vimos no primeiro trimestre, a recuperação que tivemos no segundo trimestre ainda é bastante notável quando analisamos o prisma de onde estávamos no fim de março, quando os lockdowns estavam apenas começando”, afirmou o analista de mercado da CMC Markets, Michael Hewson.

No front macroeconômico, a economia do Reino Unido sofreu a maior queda em mais de 40 anos, uma vez que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 2,2% entre janeiro e março. Além disso, a cidade britânica de Leicester entrou em lockdown na noite de ontem, após um surto localizado na região.

Destaques

No noticiário corporativo, a Royal Dutch Shell fechou em queda de 3,12%, depois de a petroleira ter realizado uma baixa contábil de até US$ 22 bilhões ao diminuir suas perspectivas de preço e petróleo a médio e longo prazo. A rival BP anunciou, no início deste mês, que registraria uma baixa de até US$ 17,5 bilhões também como resultado da pandemia de coronavírus. As ações caíram 2,45% hoje.

Já os papéis da Wirecard fecharam em alta de 75,77%, apesar da empresa de pagamentos alemã atingida por um escândalo ter declarado insolvência na semana passada, por causa da autorização do Reino Unido para que volte às suas operações normais. Além disso, enquanto alguns descrevem o movimento como um "dead cat bounce" — um rali temporário após um declínio acentuado — outros atribuíram a alta à especulação de que o grupo francês Worldline possa tentar comprar partes da empresa alemã.