Bolsas europeias caem antes de eleição nos EUA

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, pressionadas pela cautela antes da eleição presidencial nos EUA - que ocorre nesta terça-feira - e após indicadores ruins na Espanha. Além disso, a expectativa com a votação no Parlamento da Grécia, na quarta-feira, do novo pacote de austeridade exigido pelos credores internacionais pressiona o sentimento dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,60%, fechando a 273,21 pontos.

A eleição presidencial nos EUA deve ser uma disputa apertada entre o presidente democrata Barack Obama e o rival republicano Mitt Romney. E essa incerteza pressiona o apetite dos investidores por ativos de maior risco. Pesquisa do Wall Street Journal e NBC News mostra Obama com 48% das intenções de voto, contra 47% de Romney.

O humor dos investidores também é pressionado pelas incertezas com a votação no Parlamento da Grécia de um novo pacote de austeridade exigido pelos credores internacionais do país em troca da liberação da próxima parcela de ajuda. A votação ocorre na quarta-feira, seguida da análise do orçamento, possivelmente no domingo.

Já na Espanha, o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 128.242, ou 2,7%, em outubro. O dado é mais um sinal de que o desemprego na quarta maior economia da zona do euro continua crescendo, embora a um ritmo menor do que um ano atrás. Em outubro de 2011, os pedidos cresceram 134.182. Além disso, circularam rumores no mercado que o Banco Central Europeu (BCE) pode reconsiderar como avalia os bônus espanhóis quando eles são apresentados como colaterais nas suas operações de empréstimo.

"Nós temos eventos de risco esta semana, com as eleições nos EUA, e seria inteligente ficar de fora do mercado até termos mais clareza", comentou Peter Dixon, estrategista do Commerzbank.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 fechou em queda de 150,30 pontos (1,89%), a 7.818,60 pontos. A retração foi puxada pelo setor bancário, com destaque para Bankia (-4,00%), Banco Popular (-2,91%), BBVA (-2,61%) e Santander (-2,46%). Após o fechamento do mercado, o ministro de Finanças do país, Luis de Guindos, disse que o novo programa de compras de bônus do Banco Central Europeu (BCE) colaborou para diminuir os custos de financiamento para o país e que a Espanha vai pedir um resgate quando for a "hora certa".

Em Londres, o índice FTSE recuou 29,49 pontos (0,50%), fechando a 5.839,06 pontos. Entre as maiores baixas estavam as mineradoras ENRC, com retração de 3,66% e Vedanta Resources, com desvalorização de 3,62%. Já o banco HSBC perdeu 1,29%, após divulgar uma queda de 52% no lucro do terceiro trimestre e separar mais US$ 800 milhões em provisões relacionadas com uma investigação sobre lavagem de dinheiro nos EUA.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve retração de 37,38 pontos (0,51%) e fechou a 7.326,47 pontos. O Deutsche Post perdeu 2,05%, após o Escritório Federal de Cartel informar que iniciou uma investigação sobre uma reclamação de que a companhia pode estar prejudicando a competição no serviço postal na Alemanha.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, perdeu 43,96 pontos (1,26%), fechando a 3.448,50 pontos. Em Milão, o FTSE-Mib recuou 224,88 pontos (1,43%), encerrando a 15.544,40 pontos. E o índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, teve retração de 33,64 pontos (0,62%) e fechou a 5.350,20 pontos. As informações são da Dow Jones.

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