Bolsas europeias caem à espera de ajuda à Grécia

As Bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, em meio às expectativas com a reunião do grupo de ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo) sobre a liberação da próxima parcela da ajuda internacional à Grécia. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,49%, encerrando a 272,00 pontos. Na semana passada, o indicador avançou 4%, o melhor desempenho em quase um ano.

O Eurogrupo e representantes do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão reunidos em Bruxelas para finalizar um acordo para liberar uma parcela de ajuda à Grécia, no valor inicial de 31,5 bilhões de euros.

O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse ao chegar para o encontro que os europeus vieram para a reunião com uma posição "praticamente acordada", enquanto seu colega alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que "nós estamos preparados para chegar a um acordo e acredito que seremos bem-sucedidos na tarde de hoje". O ministro alemão repetiu, porém, que o acordo não envolverá um desconto (haircut) no principal da dívida grega que está na mãos dos governos da zona do euro.

Os investidores também avaliam os resultados das eleições na Catalunha, realizadas no domingo, que mostraram que o Convergència i Unió (CiU, Convergência e União, em catalão), partido do presidente regional, Artur Mas, perdeu 12 cadeiras no Parlamento regional, enquanto os partidos pró-separatismo aumentaram seu peso no Legislativo: conseguiram 87 das 135 vagas.

A escolha de um líder pró-independência será um teste à unidade da Espanha. A Catalunha, que já foi um dos motores da economia espanhola, é agora a região mais endividada do país. O governo regional acusa Madri de sugar os recursos da Catalunha para amenizar a crise. A região e seus 7 milhões de habitantes são responsáveis por 20% do PIB espanhol.

Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor da maior economia da zona do euro para dezembro caiu a 5,9 pontos, de 6,1 para novembro. Economistas previam que o indicador avançaria para 6,2 pontos. Também com indicadores negativos nos Estados Unidos, os mercados europeus não encontraram suporte em Nova York.

Enquanto isso, o secretário do Tesouro do Reino Unido, George Osbourne, anunciou que o presidente do banco central do Canadá, Mark Carney, foi escolhido como novo presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Ele vai substituir Mervyn King, que se aposentará em junho do ano que vem.

Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt perdeu 0,23%, fechando a 7.292,03 pontos. A ThyssenKrupp teve uma das maiores quedas, de 5,12%, após relatos de que a companhia vai iniciar um grande programa de cortes de gastos, pois estaria enfrentando dificuldades na venda dos seus ativos nas Américas. O banco Deutsche Bank recuou 1,94% e a companhia de energia RWE perdeu 1,22%.

Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,79% e terminou a 3.500,94 pontos. As ações da L'Oreal caíram 0,24%, após a companhia anunciar a compra da fabricante de maquiagem Urban Decay. A petroleira Total perdeu 0,47%, mesmo após receber uma recomendação "outperform" (acima da média do setor) do BNP Paribas.

Na Bolsa de Londres, o FTSE teve queda de 0,56%, acabando o dia a 5.786,72 pontos. Os bancos lideraram as perdas, incluindo RBS (-3,03%) e Lloyds (-2,81%). Já o Barclays recuou 5,39%, após o Qatar Holdings vender suas garantias no banco, adquiridas durante a crise financeira de 2008.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, registrou perda de 0,57%, fechando a 5.293,74 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, teve retração de 0,74%, finalizando a 15.520,14 pontos. Já na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,44% e fechou a 7.874,80 pontos. As informações são da Dow Jones.

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