Bolsas na Europa fecham com ganhos robustos após leilão

As bolsas europeias fecharam com ganhos robustos nesta quarta-feira, duas delas nas máximas da sessão, reagindo ao leilão de bônus relativamente bem-sucedido da Itália e deixando temporariamente de lado preocupações com o impasse político criado pelas eleições gerais do país. O índice pan-europeu encerrou o dia com ganho de 0,9%, aos 287,17 pontos.

No começo da manhã, a Itália vendeu 6,5 bilhões de euros (US$ 8,5 bilhões) em bônus de cinco e dez anos, o máximo pretendido para a oferta, embora a um custo maior do que em outras ocasiões. O resultado indefinido das eleições gerais italianas, concluídas na segunda-feira (25) sem um claro vencedor no Parlamento, geraram fortes expectativas em relação ao leilão desta quarta-feira. Segundo analistas, a venda de bônus na Itália é um sinal de que os investidores estrangeiros estão "muito dispostos" a comprar dívida da zona do euro.

Antes disso, também agradou o mercado o índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de empresas e consumidores na região. O indicador, medido pela Comissão Europeia, avançou para 91,1 em fevereiro, de 89,5 no mês passado, atingindo seu maior nível desde maio de 2012.

Também nesta quarta-feira, os investidores acompanharam o segundo dia de depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano. Depois de afirmar na terça-feira (26), no Senado, que o Fed manterá seu programa de relaxamento quantitativo, Bernanke disse nesta quarta, na Câmara, que há sinais iniciais de que as medidas de estímulo estão ajudando a economia dos EUA.

Após o fechamento dos mercados na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, voltou a se comprometer com a integridade do euro, mas disse que há limites para o que a política monetária pode fazer, destacando o papel de governos e bancos na manutenção da estabilidade da área que compartilha a moeda única europeia.

A Bolsa de Milão, que no pregão anterior despencou 4,89%, avançou 1,77% nesta quarta e fechou na máxima do dia, aos 15.827,02 pontos. Os destaques no mercado italiano foram Buzzi Unicem e STMicroelectronics, ambas com ganhos de 4,2%, e Prysmian, que avançou 4,1%. Já os bancos recuaram, com perdas do Mediobanca (-2,2%), Banca Monte dei Paschi di Siena (-2,1%) e Banca Popolare di Milano (0,3%).

O melhor desempenho, no entanto, foi do mercado espanhol. Em Madri, o índice Ibex 35 saltou 1,95%, para 8.136,70 pontos, também a máxima da sessão. A Repsol, que ontem fechou a venda de ativos de gás natural liquefeito (GNL) para a Royal Dutch Shell por US$ 6,7 bilhões, subiu 4,1%, enquanto Santander e Telefónica tiveram altas respectivas de 2,8% e 3,1%.

Em Paris, o CAC 40 avançou 1,92%, com o índice francês aos 3.691,49 pontos. Na bolsa alemã, o DAX fechou aos 7.675,83 pontos, com ganho de 1,04% ante o nível de ontem. Se destacaram em Frankfurt a Daimler (+2,8%), Continental (+2,7%) e Volkswagen (+2,1%). Em Londres, o índice FTSE 100 teve um ganho menor, de 0,88%, encerrando a sessão aos 6.325,88 pontos, com suporte de bancos como Royal Bank of Scotland (+2,2%), HSBC (+1,7%) e Barclays (+1,6%). A Bolsa de Lisboa foi a única que contrariou a tendência desta quarta-feira. O índice PSI 20, das ações portuguesas mais negociadas, apresentou uma pequena queda de 0,14%, para 6.001,53 pontos. As informações são da Dow Jones.

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