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Bolsas estendem rali em NY mesmo com tensões civis e disputas EUA-China

Valor
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Reabertura das economias em diversas partes do mundo dá fôlego aos mercados O rali no mercado acionário em Nova York continua nesta terça-feira. Os investidores mantêm o ânimo em meio aos primeiros sinais de uma recuperação econômica após o impacto devastador do coronavírus, mas monitoram as tensões dos Estados Unidos com a China e o surto de violência em várias cidades do país depois do assassinato de George Floyd, homem negro que engrossou a estatística de vítimas da violência policial nos EUA. Por volta das 15 horas, o Nasdaq subia 0,20%, a 9.571,49 pontos, depois de ter operado mais de uma hora em terreno negativo. O índice eletrônico, bastante influenciado pelo desempenho das ações de tecnologia, teve a recuperação mais rápida depois dos primeiros impactos da pandemia no mercado financeiro e registra alta de mais de 6% no acumulado do ano. Já o Dow Jones e o S&P 500, que ainda têm queda de 10%e 5% no ano, respectivamente, operavam em alta firme nesta terça. O Dow Jones ganhava 0,71%, a 25.656,70 pontos, liderado pelas ações do setor financeiro, e o S&P 500 avançava 0,48%, a 3.070,51 pontos. O S&P 500 subiu em cinco das seis últimas sessões, impulsionado por dados que sugerem que a crise na economia dos EUA atingiu o fundo do poço e a esperança de que o coronavírus seja controlado. O índice subiu mais de 35% em relação à baixa de março, uma recuperação que muitos analistas atribuem a um nível sem precedentes de estímulo oferecido pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) e pelo Congresso dos EUA. Ainda assim, a economia americana pode levar quase uma década para se recuperar totalmente da pandemia e das paralisações relacionadas, disse uma agência de orçamento dos EUA na segunda-feira. Não se espera que a produção atinja o nível visto anteriormente até o quarto trimestre de 2029, disse o Escritório de Orçamento do Congresso. Em segundo plano na tela dos investidores, mas observado com receios, cidades nos EUA enfrentaram outro dia de protestos provocados pela morte de George Floyd em Minneapolis na semana passada. Algumas das principais áreas metropolitanas, incluindo Nova York e Los Angeles, emitiram ou prolongaram o toque de recolher noturno. O presidente americano, Donald Trump, pediu uma resposta mais dura do governo às violentas agitaçõe s e disse que está ordenando a presença milhares de soldados armados e policiais para a capital do país. Há receios de que a iniciativa cause enfrentamentos com os manifestantes e piore a situação. Colin Zimmer/Nyse/AP