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Bolsas estendem perdas em meio a alta dos juros e caos da Covid

·4 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As principais Bolsas de Valores mundiais recuaram nesta segunda-feira (10) em meio à expectativa de investidores sobre a elevação dos juros nos Estados Unidos. Explosões de casos de Covid com a disseminação da variante ômicron também ameaçam agravar a crise de oferta, a responsável pela inflação global que está motivando o aperto monetário.

O Ibovespa, índice de referência da Bolsa brasileira, caiu 0,75%, a 101.945 pontos. O dólar fechou em alta de 0,74%, a R$ 5,6740.

O mercado doméstico espelhou as perdas de Wall Street, onde os principais índices afundam desde a semana passada, quando a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) revelou que a elevação dos juros no país poderá ser mais rápida do que analistas estavam esperando.

Juros mais altos nos Estados Unidos melhoram a remuneração dos investimentos nos títulos do Tesouro americano, diminuindo o interesse de investidores pelas Bolsas.

Esse não é o único efeito prejudicial às empresas presentes nos mercados de ações. Companhias ainda em formação de caixa, mais dependentes de financiamentos, têm seus custos ampliados com a alta dos juros.

É o problema enfrentado por empresas de tecnologia listadas na Nasdaq, que apesar de ter fechado em alta de 0,05% nesta segunda, já caiu 4,35% desde a divulgação da ata do Fed, em 5 de janeiro.

Nesta sessão, o índice Nasdaq chegou a cair perto de 2,7% no momento em que os juros de referência do país se aproximaram do nível mais alto em dois anos.

"O movimento dos juros da maior economia do mundo impacta diretamente o nosso mercado. Quando os juros americanos passam a pagar maiores retornos, o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes diminui", comenta Paula Zogbi, analista em investimentos da Rico.

"Nas Bolsas, os ativos mais afetados são os de empresas em crescimento e com grande parte da receita projetada para o futuro, como o setor de tecnologia, dado que o custo de financiamento se eleva.

Afetados pelo pessimismo de investidores da Bolsa de Nova York, os índices S&P 500 e Dow Jones caíram 0,14% e 0,45%, respectivamente.

O presidente-executivo do JP Morgan, Jamie Dimon, disse nesta segunda que a economia está gerando tanta inflação que o banco central americano pode ter de aumentar as taxas de juros de curto prazo mais de quatro vezes neste ano.

"É possível que a inflação esteja pior do que as pessoas pensam. Eu, pessoalmente, ficaria surpreso se fossem apenas quatro aumentos [de juros] neste ano. Quatro seriam muito fáceis para a economia absorver", comentou.

Dimon também alertou que a volatilidade do mercado financeiro crescerá à medida que o banco central elevar os juros. "Se tivermos sorte, o Fed irá mais devagar, e teremos um pouso suave", disse ele.

Na Europa, as principais Bolsas fecharam em queda. Londres, Paris e Frankfurt caíram 0,53%, 1,44% e 1,13%, nessa ordem.

Assim como nos Estados Unidos, autoridades monetárias europeias discutem apertos monetários para frear a inflação.

Avanços extraordinários nos casos de Covid em diversas partes do mundo acrescentam uma nova camada de preocupações sobre a inflação.

Apesar de provocar menos internações, os afastamentos em massa gerados pela doença despertam temores de que a retomada do ritmo de produção e de distribuição de mercadorias possa ser momentaneamente prejudicada, conforme explica Daniel Miraglia, economista-chefe da Integral Group.

"No curto prazo, há pressão de choque de oferta, principalmente de mão de obra", diz. "Isso deve durar até março."

Analistas apontam a atual inflação global como resultado da escassez gerada pela desorganização das cadeias de suprimentos durante os períodos de severas restrições de circulação gerados pela pandemia.

No Brasil, o mercado aumentou sua expectativa de alta nos juros. A pesquisa semanal do Banco Central com analistas do setor financeiro mostrou que a expectativa da taxa básica de juros (Selic) para este ano subiu de 11,50% para 11,75%.

Desde a virada do ano, a taxa dos contratos DI (Depósitos Interfinanceiros) para janeiro de 2024 subiu 0,84 ponto percentual, passando de 10,97% para 11,81% ao ano. Negociada entre bancos, essa taxa serve de referência para contratos de financiamento.

"A curva de juros brasileira está seguindo a elevação das curvas de juros americana", diz Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos.

As principais empresas da Bolsa brasileira também pesaram na queda do Ibovespa nesta segunda-feira.

Com sua produção parcialmente prejudicada pelas chuvas em Minas Gerais, a Vale caiu 1,19%.

A Petrobras cedeu 0,60%, refletindo a queda de 1% do petróleo. O barril do Brent fechou a US$ 80,93 (R$ 459,11).

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