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Bolsas dos EUA podem perder impulso com reabertura da economia

Brandon Kochkodin, Kamaron Leach e Vildana Hajric
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Em retrospecto, era uma aposta certeira de que, quando americanos presos em casa recebessem cheques de estímulo de US$ 600 em janeiro, investiriam grande parte no mercado acionário.

Mas, com a abertura gradual da economia, o cálculo é menos simples desta vez, com US$ 410 bilhões depositados em contas bancárias em todo o país. Naquela época, investidores amadores de pijama e trabalhadores entediados que não precisavam do dinheiro impulsionaram as contas de corretoras e o rali das bolsas nos Estados Unidos.

Agora, dados sugerem que americanos vacinados saem dos lockdowns dispostos a gastar com “passagens” aéreas em vez de “ações” de companhias aéreas. A Disneylândia sinaliza férias na praia e visitas a parentes. Analistas de Wall Street já perceberam a tendência. As previsões de que os chamados day traders despejariam dinheiro no mercado se transformaram em projeções de aumento dos gastos de varejo.

“Com a proliferação de vacinas e economia que começa a se abrir, especialmente à medida que entramos no verão, essas mesmas pessoas que fazem parte do público especulativo ativo têm muito mais probabilidade de se afastar das telas e usar o dinheiro poupado - seja estímulo ou não -, sair e experimentar atividades pela primeira vez em um ano”, disse Julian Emanuel, estrategista-chefe de renda variável e derivativos da BTIG.

Apetite por viagens

Se o investidor de varejo - que agora responde por 23% de todas as negociações de ações nos Estados Unidos, de acordo com a Bloomberg Intelligence - se distanciar, players que apostam na alta perderão um dos aliados mais confiáveis no ano passado. A ameaça não passou despercebida pela Robinhood Markets. A corretora online que se expandiu com a multidão do varejo está oferecendo bônus para clientes que investirem em suas contas na próxima semana e meia.

Mas crescem os sinais de que os gastos aumentaram em serviços que estavam em grande parte indisponíveis quando o auxílio federal anterior chegou. Pesquisas no “Google Voos” atingiram um pico de 100 na escala de popularidade na semana passada, de acordo com o rastreador do Google Trends. Pesquisas relacionadas a viagens já eram populares antes da notícia de sexta-feira de que os americanos começariam a receber pagamentos de estímulo e aumentaram com o envio de US$ 242 bilhões pelo Tesouro na última semana.

Para se ter uma ideia da demanda reprimida por viagens: nos seis anos anteriores à pandemia, a quantidade total de transações de voos liquidada pela ARC, que gerencia vendas de companhias aéreas para agências de viagens, foi em média de US$ 90 bilhões por ano. Em 2020, esse total caiu para US$ 23 bilhões e está em apenas US$ 2,8 bilhões até fevereiro deste ano.

Analistas como Peter Tchir, chefe de estratégia macro da Academy Securities, questiona se a última rodada de estímulos acabará por atingir a bolsa, que já está precificada para sua chegada iminente.

No entanto, nem todo mundo está acreditando no clima de férias.

Pesquisa do Bank of America Global Research mostrou que 53% das pessoas que ganham menos de US$ 30 mil por ano planejavam economizar, investir ou usar o dinheiro extra para pagar dívidas.

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