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Bolsas da Europa sobem com otimismo comercial e anúncio de estímulos na China

André Mizutani

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com valorização de 0,93%, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,82% e o DAX, de Frankfurt, avançou 1,03% As bolsas europeias fecharam a primeira sessão de 2020 em alta nesta quinta-feira (2), impulsionadas pelo anúncio de que o banco central da China tomará medidas de estímulo monetário e com a notícia de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e o país asiático.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com valorização de 0,93%, a 419,72 pontos. O índice FTSE 100, referência da bolsa de Londres, subiu 0,82%, a 7.604,30 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, avançou 1,03%, a 13.385,93 pontos, e o CAC 40, de Paris, subiu 1,06%, a 6.041,50 pontos.

Mais cedo, o Banco Popular da China (PBoC, o BC chinês) anunciou que reduzirá os depósitos compulsórios bancários a partir de 6 de janeiro. A medida, que reduz o volume de recursos que os bancos do país precisam manter sob gestão do PBoC, deve liberar cerca de 800 bilhões de yuans (US$ 114,6 bilhões) para fins de empréstimo, em uma tentativa de dar suporte à economia.

Além dos estímulos da China, o bom humor dos investidores também foi alimentado pelo anúncio feito por autoridades americanas e chinesas de que a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre as duas potências será formalizada no dia 15 de janeiro. A data foi anunciada no dia 31 de dezembro, após o encerramento das operações de 2019.

Todos os setores do Stoxx Europe 600 fecharam em alta nesta quinta, com destaque para as ações do setor bancário, que encerraram a sessão com um avanço de 1,93%. Destaque também para as ações do setor automotivo (+1,23%) e de matérias-primas (+0,99%).

As ações de mineração tiveram ganhos sólidos, após o anúncio de corte de compulsórios na China. As notícias de política do maior consumidor de metais do mundo fizeram as ações da Glencore subirem 2,42% e Antofagasta, 3,08%.

As ações da Airbus avançaram 2,33% depois de relatos de que a fabricante europeia de aviões superou sua própria previsão de entrega para 2019, derrubando a rival americana Boeing do posto de maior fabricante de aviões do mundo.