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Bolsas da Europa sobem com dados econômicos globais acima das expectativas

Valor

O índice Stoxx 600 Europe fechou o dia com ganhos de 2,54%, em Londres, o FTSE 100 subiu 2,61% e o DAX, de Frankfurt, teve alta de 3,88% Os índices europeus tiveram uma sessão de forte alta nesta quarta-feira (3), com os investidores recebendo positivamente alguns indicadores que apontam que o pior da pandemia de covid-19, para o crescimento global, pode ter ficado para trás.

O índice Stoxx 600 Europe fechou o dia com ganhos de 2,54%, aos 368,92 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 2,61%, a 6.382,41 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, teve alta de 3,88%, a 12.487,36 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 3,36%, aos 5.022,38 pontos e, em Milão, o FTSE MIB subiu 3,54% e fechou o dia aos 19.641,81 pontos.

O otimismo no mercado de renda variável europeu foi observado desde o início da sessão, refletindo a forte recuperação no índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China. O indicador subiu para 55,0 pontos em maio, de 44,4 da leitura anterior, e passou a indicar novamente uma expansão da atividade, ainda que apenas em relação aos níveis mais baixos após a crise gerada pela pandemia.

"Esse dado positivo pareceu contagiar o humor na Europa, à medida que os mercados extrapolam as melhorias observadas nos dados mais recentes da China para o resto do mundo", disse Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets, em nota aos clientes.

Na Europa, o índice de atividade PMI do setor de serviços da zona do euro subiu para 30,5 pontos em maio, bem acima da mínima recorde de 12,0 em abril, segundo a IHS Markit. O dado superou a expectativa de consenso, de 28,7 pontos, ajudando a dar fôlego às ações, mas ainda ficou bem abaixo dos 50 pontos, indicando ainda forte contração da atividade.

Taxas de desemprego

A taxa de desemprego na zona do euro também subiu bem menos do que o esperado, avançando apenas 0,2 ponto percentual e ficando em 7,3% em abril. A taxa ficou abaixo da expectativa, de 8,0%, e tem crescido a um ritmo muito mais lento do que nos Estados Unidos.

Já, nos EUA, o setor privado cortou 2,76 milhões de vagas de trabalho em maio, informaram na manhã desta terça a ADP e a Moody's. O corte de vagas foi bem menor do que a expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", que era de perda de 8,75 milhões de vagas.

Os sinais de que a economia global já encontrou o fundo do poço e agora caminha para uma recuperação se aliam à perspectiva de mais estímulos monetários para ajudar na retomada do crescimento.

Amanhã, o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão de política monetária. Os investidores esperam que a autoridade monetária expanda, em 500 bilhões de euros, as capacidades do seu Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP), atualmente de 750 bilhões de euros.

Empresas do setor automotivo, bancos e companhias de viagens e lazer se destacaram dentro do Stoxx 600 hoje, com avanços setoriais de 4,38%, 4,16% e 3,85%, respectivamente.

As ações da Renault subiram 10,49%, após a montadora francesa ter concluído um contrato de crédito com garantia do governo de até 5 bilhões de euros.

As ações da Lufthansa subiram 7,73%, mesmo após a companhia aérea alemã ter afirmado que seu prejuízo líquido no primeiro trimestre aumentou devido a restrições globais de viagens relacionadas à pandemia de covid-19.

A Wizz Air subiu 6,78%, após a companhia reportar que o lucro antes dos impostos para o ano fiscal de 2020 aumentou, bem como a receita — no entanto, a empresa disse que não poderia oferecer uma perspectiva para 2021 devido à pandemia.

Já a TUI subiu 8,52%, após ter concordado com um pacote de compensação e um novo acordo de entrega com a Boeing para as aeronaves 737 MAX, o que reduzirá significativamente os requisitos de capital e financiamento para o grupo de viagens.