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Bolsas da Europa sobem com indicadores positivos e apesar de protestos nos EUA

André Mizutani

Dados sobre melhora da atividade de serviços, embora setor continue em contração, ajudam investidores a ignorar receio com manifestações As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira e seguem em vias de anotar a sua terceira sessão consecutiva de ganhos, com a divulgação de dados positivos na zona do euro ajudando os investidores a ignorar os receios com os protestos nos EUA.

Por volta de 9h30, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 operava em alta de 1,19%, a 364,04 pontos. O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, subia 1,06%, a 6.286,04 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, avançava 2,21%, a 12.286,91 pontos, e o CAC 40, de Paris, ganhava 1,85%, a 4.949,05 pontos. O FTSE MIB, de Milão, avançava 2,06%, a 19.361,81 pontos, e o Ibex 35, de Madri, subia 1,37%, a 7.509,60 pontos.

Bloomberg

O índice de atividade PMI do setor de serviços da zona do euro subiu para 30,5 pontos em maio, bem acima da mínima recorde de 12,0 em abril, segundo a IHS Markit. O dado superou a expectativa de consenso, de 28,7 pontos, ajudando a dar fôlego às ações, mas permaneceu bem abaixo dos 50 pontos, indicando ainda forte contração da atividade.

A taxa de desemprego na zona do euro também subiu bem menos do que o esperado, avançando apenas 0,2 ponto percentual e ficando em 7,3% em abril. A taxa ficou bem abaixo da expectativa, de 8,0%, e tem crescido a um ritmo muito mais lento do que nos EUA.

Mais cedo, o PMI de serviços da China também indicou uma forte recuperação, subindo a 55,0 pontos em maio, de 44,4 da leitura anterior, e passou a indicar novamente uma expansão da atividade, ainda que apenas em relação aos níveis mais baixos após o início da crise gerada pela pandemia.

O Banco Popular da China (PBoC, o BC chinês) disse também que o impacto da pandemia de covid-19 na economia chinesa é maior que o esperado e que mais medidas de estímulo monetário serão implementadas para apoiar o crescimento e os mercados de trabalho.

"A pandemia impôs um impacto maior do que o esperado na economia e na sociedade", afirmou Pan Gongsheng, vice-presidente do PBoC. "Portanto, precisamos intensificar o apoio de políticas monetárias para manter as empresas e estabilizar o mercado de trabalho e o crescimento econômico".