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Bolsas da Europa operam em alta com ações de tecnologia e apesar de PIB

André Mizutani

Dados preliminares mostraram tombo das economias da zona do euro, mas balanços de empresas do setor vieram melhor do que o esperado na Europa e nos EUA As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, puxadas pelo otimismo em relação às ações do setor de tecnologia, após balanços surpreendentemente positivos das gigantes do setor, tanto na Europa quanto nos EUA.

Depois de anotar ontem a maior queda diária desde o fim de junho, recuando 2,2%, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 operava hoje em alta de 0,63%, a 361,78 pontos, por volta de 9h20. O DAX, índice de referência de Frankfurt, subia 0,86%, a 12.485,77 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, avançava 0,32%, a 4.868,46 pontos. O FTSE 100, de Londres, em contraste com seus pares, oscilava em torno da estabilidade, em leve queda de 0,05%, a 5.987,19 pontos, no mesmo horário, pressionado pela alta da libra.

O índice setorial de tecnologia do Stoxx 600 opera em alta de 2% hoje, na ponta positiva das ações do continente, depois que a Nokia melhorou suas projeções para 2020, à medida que a lucratividade e a geração de caixa aumentaram. Para o segundo trimestre, porém, a empresa reportou uma queda dos lucros para 111 milhões de euros, de 288 milhões de euros no ano anterior. A ação da empresa lidera os ganhos no Stoxx 600, com alta de mais de 10%.

Francisco Seco/AP

O setor de tecnologia recebe ainda um impulso do outro lado do Atlântico, depois que as gigantes americanas de tecnologia Amazon e Apple divulgaram ontem balanços bem acima do esperado, com a varejista eletrônica reportando que o lucro dobrou no trimestre, para US$ 5,24 bilhões, e a Apple indicando alta de 12%, a US$ 11,25 bilhões. O Facebook e a controladora do Google, a Alphabet, também superaram as expectativas, mas chamarem menos atenção.

Ainda nos EUA, os balanços do setor de petróleo indicaram, por outro lado, prejuízos acentuados no segundo trimestre. A Chevron reportou prejuízo de US$ 8,3 bilhões no período, enquanto a Exxon Mobil teve prejuízo de US$ 1,08 bilhão.

O otimismo com as ações de tecnologia, porém, compensa não apenas os receios com as ações de energia, mas também os dados fracos de atividade na Europa. De acordo com dados da Eurostat, o PIB dos países que compõem a zona do euro recuou 12,1% no segundo trimestre, com impacto maior entre os países do sul do bloco. Esta foi a maior queda desde 1995, e superou também a expectativa dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, de queda de 11,3%.

O dado segue na esteira do tombo recorde de 10,1% do segundo trimestre na Alemanha, enquanto a França anotou contração de 13,8%. O PIB da Espanha teve queda de 18,5%; o da Itália, de 12,4%; e o de Portugal, de 16,5%, conforme dados divulgados hoje.

A bolsa de Londres, por sua vez, sofre pressão da alta da libra, que avança 0,51% contra o dólar, a US$ 1,31526. A moeda britânica recebe impulso do índice de preços de casas (HPI, na sigla em inglês) do Reino Unido, que indicou alta de 1,7% dos preços em julho, revertendo a queda de 1,6% do mês anterior.