Mercado fechará em 19 mins

Bolsas da Europa fecham o dia em queda, após forte rali da véspera

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Após a alta de 2,2% ontem, seu melhor desempenho diário desde 22 de junho, o Stoxx Europe 600 recuou 0,52%, nesta terça (29) As ações europeias fecharam a terça-feira (29) em queda, em meio a incertezas políticas e preocupações sobre o impacto econômico de uma segunda onda de covid-19 no continente. Após a alta de 2,2% ontem, seu melhor desempenho diário desde 22 de junho, o Stoxx Europe 600 recuou 0,52%, terminando o pregão aos 361,49 pontos. As quedas de hoje incluíram a da operadora de shopping centers Klépierre, que recuou 3,95%, a da companhia aérea Lufthansa, que caiu 2,10%, e da operadora Aéroports de Paris, que fechou em queda de 1,05%. As quedas ilustram a preocupação dos investidores com o crescimento dos casos de covid-19 na Europa, já que os papéis seriam prejudicados por novas restrições para conter a pandemia. O total de mortes por covid-19 ultrapassou 1 milhão em todo o mundo, com mais de 33 milhões de infectados, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. "O número de mortes causadas pela pandemia em todo o mundo chegou a 1 milhão hoje e essa manchete está nas mentes dos investidores", disse David Madden, analista de mercados da CMC Markets. Entre os índices nacionais, o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia em queda de 0,35%, a 12.825,82 pontos, enquanto, em Londres, o FTSE 100 recuou 0,51%, aos 5.897,50 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,23%, a 4.832,07 pontos. Em Milão e Madri, as referências perderam 0,52% e 1,15%, respectivamente. Outro fator que segue limitando a demanda por risco nos mercados globais é o impasse relacionado a um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos. Os democratas da Câmara revelaram um pacote de estímulo de US$ 2,2 trilhões, que deve ser utilizado como uma ferramenta de barganha pela presidente da Casa, Nancy Pelosi, nas negociações com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. O Reino Unido, esta semana, mantém negociações com a União Europeia sobre o projeto de lei britânico que pretende desfazer elementos do acordo de divórcio com o bloco, o chamado Brexit. O principal evento do dia, contudo, acontecerá após o fechamento dos mercados europeu e americano, que é o primeiro debate entre o presidente Donald Trump e o ex-vice-presidente Joe Biden, candidatos à eleição presidencial nos EUA. Andrew Garthwaite, estrategista do Credit Suisse, disse que, se todas as políticas de Biden fossem implementadas, o peso no lucro por ação do S&P 500 seria de cerca de 9%. “No entanto, acreditamos que haveria um acordo e diluição de algumas das propostas mais polêmicas, com apenas uma pequena maioria provável no Senado. Se a economia estiver indo mal, os aumentos de impostos provavelmente serão adiados e os gastos serão antecipados”, disse ele. Mais destaques do dia As ações da Ferguson subiram 6,01%, após o fornecedor de produtos de encanamento ter relatado uma queda de 4% nos lucros antes dos impostos no ano fiscal encerrado em 31 de julho, mas ter restabelecido o pagamento de dividendo e anunciado que retomaria as aquisições de companhias menores. Já a Valmet, fabricante finlandesa de tecnologia de celulose, recuou 4,88%, após abordar o fabricante de válvulas Neles (+2,17%) sobre uma fusão. A Valmet, que já é a principal acionista da Neles, não divulgou os termos do negócio. A gigante sueca de engenharia Alfa Laval, que também está tentando comprar a Neles, recuou 0,39%.