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Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre acordo EUA-China

Roberta Costa

O índice de referência da Bolsa de Londres caiu 0,33%, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,16% e o Stoxx 600 encerrou o pregão desta quinta com uma desvalorização de 0,40% As bolsas europeias fecharam a sessão em baixa nesta quinta-feira (21), em meio à preocupação mundial com o estado das negociações comerciais sino-americanas.

O índice de referência da Bolsa de Londres, o FTSE 100, caiu 0,33%, para 7.238,55 pontos. Em Frankfurt, o índice de referência DAX recuou 0,16%, fechando aos 13.137,70 pontos, a 3,11% do seu recorde de 13.559,60 pontos atingido em 23 de janeiro de 2018. Em Paris, o índice CAC 40 cedeu 0,22%, a 5.881,21 pontos, enquanto que, em Madri, o IBEX perdeu 0,12%, aos 9.214,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB fechou em queda de 0,31%, com 23.279,78 pontos. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão desta quinta com uma desvalorização de 0,40%, aos 402,22 pontos.

Destaques

Entre os destaques da Bolsa britânica estão as ações da empresa Centrica, de fornecimento de eletricidade e gás, que subiram 9,11% após o balanço do terceiro trimestre, mas ainda recuam 42% neste ano, após o aviso de queda de lucro feito em agosto. A Johnson Matthey caiu 7,06%, uma vez que a fabricante de catalisadores para carros registrou um declínio de 8% no lucro antes dos impostos do primeiro semestre. Royal Mail perdeu 14,20% depois que a empresa de entrega postal privatizada disse que seu plano de transformação está "atrasado", exigindo mais investimentos.

Hoje, na ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), os membros do conselho alertaram que taxas de juros muitos baixas podem prejudicar os bancos europeus e provocar riscos ao setor financeiro, ainda que tenham deixado a porta aberta para novos cortes, se houver necessidade. A ata revelou também um dilema para nova presidente do BCE, Christine Lagarde: a taxa de depósitos do banco central do bloco já está negativa em 0,5%, dando à autoridade monetária poucas ferramentas para estimular a economia e a inflação.

No relatório trimestral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta quinta, a organização disse que continua a prever que o crescimento da atividade de bens e serviços cresça, este ano, no ritmo mais lento desde a crise financeira. Ainda, a OCDE não prevê qualquer aceleração do crescimento econômico global no próximo ano, e apenas uma modesta aceleração em 2021.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 operavam em leve baixa, no início da tarde desta quinta, à espera de definições acerca do conflito comercial com a China.

O negociador-chefe do gigante asiático convidou seus homólogos americanos para uma nova rodada de negociações presenciais, de acordo com fontes próximas do assunto, num momento em que ambas as partes estão encontrando dificuldades para fechar um acordo comercial parcial.

Em telefonema realizado na semana passada, Liu He, nomeado pelo presidente chinês Xi Jinping para conversar com Washington, convidou o representante para o Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, para uma reunião em Pequim, disseram fontes.

"O acordo comercial entre Washington e Pequim parece não ser para breve, como consequência do apoio americano aos manifestantes de Hong Kong, prestes a ser aprovado [pelo Presidente dos EUA, Donald] Trump, depois de ter passado pela Câmara dos Representantes", disse André Pires, analista da XTB.

Além da lei de apoio a ex-colônia britânica, Trump criticou os esforços da China para chegar a um acordo comercial, durante uma visita a uma fábrica da Apple no Texas, na quarta-feira (20).