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Bolsas da Europa fecham em queda, com receios sobre nova onda de covid-19

Roberta Costa e Gabriel Roca

Investidores mostram cautela diante do registro de novo surto na Alemanha e da contabilização pela OMS do maior aumento diário de casos da doença Os principais índices europeus encerraram a sessão de segunda-feira com perdas, refletindo as preocupações dos investidores com o aumento no número de casos de covid-19 no continente.

Ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou o maior aumento diário no número de casos de covid-19 - mais de 183 mil -, enquanto o Instituto Robert Koch disse que a taxa de reprodução do vírus na Alemanha subiu para 2,03, após um grande surto na Renânia do Norte-Vestfália, estado mais populoso do país.

O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 362,74 pontos, após ter registrado ganhos de 3,2% na semana anterior. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,55% e encerrou o dia aos 12.262,97 pontos. Já em Londres, o FTSE-100 perdeu 0,72%, aos 6.244,62 pontos e, em Paris, o CAC-40 fechou o pregão aos 4.948,73 pontos, em desvalorização de 0,55%.

“Emoções são o nome do jogo, e essas podem variar rapidamente e de maneira brusca. Em poucas semanas, passamos da cautela ao pânico, ao ceticismo, à ganância e à euforia, e agora parece que voltamos ao estágio de cautela ”, disse Marios Hadjikyriacos, analista de investimentos da XM. As empresas de petróleo e gás e as ações de companhias relacionadas ao setor de turismo estiveram entre os piores desempenhos diários.

No noticiário corporativo, a empresa de pagamentos Wirecard segue no centro das atenções dos investidores. Hoje, as ações da companhia despencaram 43%, no pior desempenho entre as 600 principais ações europeias. A problemática empresa alemã anunciou hoje que os quase US$ 2 bilhões que os bancos supostamente mantinham em seu nome provavelmente não existem.

A Deutsche Lufthansa e a controladora da British Airways, a International Consolidated Airlines Group, também figuraram entre as maiores perdedoras da região hoje. A Lufthansa enfrenta a oposição de um grande acionista a seu plano de resgate com o governo alemão, de acordo com Adrian Yanoshik, analista sênior do Berenberg Bank. A companhia aérea alemã recuou 3,07%. Já as ações da IAG recuaram 4,6%. Ainda no setor de turismo, as ações da Carnival Group perderam 10,3% hoje.

Lufthansa enfrenta dificuldades nas negociações do plano de resgate

Federico Gambarini/dpa/AP