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Bolsas de criptomoedas correm para excluir usuários chineses após proibição de Pequim

·2 minuto de leitura

Por Samuel Shen e Andrew Galbraith

XANGAI (Reuters) - A nova proibição geral de Pequim de todas as transações e mineração de criptomoedas, a mais ampla já feita por uma grande economia, fez com que corretoras e provedores de serviços corressem para cortar relações comerciais com clientes da China continental.

As ações de uma série de empresas chinesas relacionadas ao mercado de criptomoedas despencaram com a proibição, que fecha brechas deixadas em ações regulatórias anteriores no setor. Executivos da indústria observaram, no entanto, que muitas empresas já haviam transferido partes importantes de seus negócios para fora da China.

Dez órgãos do governo chinês disseram em um comunicado conjunto na sexta-feira que as bolsas estrangeiras foram proibidas de fornecer serviços a investidores do continente via internet -- uma área antes cinzenta -- e prometeram erradicar conjuntamente as atividades "ilegais" de criptomoedas.

Em resposta, Huobi Global e Binance, duas das maiores bolsas mundiais de criptomoedas e populares entre os usuários chineses, interromperam novos registros de contas por clientes na China continental. A Huobi também disse também que vai excluir as atuais até o final do ano.

"No mesmo dia em que vimos o anúncio, começamos a tomar medidas corretivas", disse Du Jun, co-fundador do Huobi Group, em um comunicado à Reuters.

Ele não deu uma estimativa de quantos de seus usuários serão afetados, dizendo apenas que a Huobi embarcou em uma estratégia de expansão global há muitos anos e viu um crescimento constante no sudeste da Ásia e na Europa.

TokenPocket, um provedor popular de carteiras de dinheiro digital, também disse em um aviso aos clientes que encerraria os serviços para clientes da China continental que corressem o risco de violar as políticas chinesas e que "aceitariam ativamente" a regulamentação.

A proibição, que vem em meio a uma série de ações regulatórias que atingiram vários setores, de videogames à tecnologia, torna muito difícil para os investidores da China continental comprarem ou venderem ativos digitais, a menos que saiam do país. A regulamentação, no entanto, não chega a declarar a propriedade de criptomoedas como ilegal.

(Por Samuel Shen e Andrew Galbraith; reportagem adicional de Alun John em Hong Kong)

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