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Bolsas caem por temor de segunda onda da covid-19

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Gráfico do índice de ações da alemã DAX, na bolsa de Frankfurt, na Alemanha
Gráfico do índice de ações da alemã DAX, na bolsa de Frankfurt, na Alemanha

Wall Street e as principais bolsas de valores europeias despencaram nesta quarta-feira (28), em meio a crescentes temores de novos bloqueios e seu impacto econômico no continente.  

O Dow Jones caiu 3,43%, a 26.519,95 pontos, e o tecnológico Nasdaq recuou 3,73%, a 11.004,86 pontos, enquanto o índice S&P 500 perdeu 3,53%, situando-se em 3.271,03 pontos. Esta foi a maior queda na bolsa de Nova York desde junho.

Londres caiu 2,6%; Frankfurt, 4,2%; Paris, 3,4%; Madri, 2,66% e Milão, 4,06%. 

Wall Street foi contagiada pelo nervosismo do mercado europeu, com o Dow Jones operando em queda de 2% no início da sessão, assim como o Nasdaq, que operava em queda de 1,75%. 

O índice IBOVESPA, da bolsa de São Paulo, a principal da América Latina, teve queda de 4,25%. 

Os mercados acompanham a evolução da pandemia covid-19 com preocupação.

A Alemanha anunciou o fechamento de restaurantes, instituições culturais e do setor de lazer a partir de segunda-feira, em um novo esforço para tentar conter a segunda onda do coronavírus. 

As restrições vão durar um mês, e o governo prometeu até 10 bilhões de euros em ajuda para mitigar os efeitos. 

A França está considerando decretar um novo confinamento em novembro. E na Itália, que este ano passará pela sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, as manifestações contra novas paralisações de atividades se multiplicam em algumas categorias profissionais.

Na Ásia, Tóquio fechou com queda de 0,29% e Hong Kong, de 0,32%.

O retorno das restrições à saúde na Europa "gera temores de que o mesmo aconteça nos Estados Unidos em algumas semanas", acrescentou o analista. 

O principal será "a situação das internações". 

Nenhum setor foi poupado da queda em Wall Street. Houve "uma grande liquidez no mercado, os investidores saíram", explicou Haeling. 

A pandemia do novo coronavírus deixa ao menos 1.168.750 mortos no mundo e mais de 44 milhões de pessoas foram infectadas, segundo um balanço feito pela AFP nesta quarta-feira a partir de dados oficiais. 

Nos Estados Unidos, "os investidores estão enfrentando três obstáculos principais", resumiu Art Hogan, da National Holdings: "O aumento de casos da covid-19 com uma média de 70.000 novos casos por semana pela primeira vez (...), o fato de não haver um (novo) plano de estímulo econômico" antes das eleições presidenciais e "finalmente a incerteza das eleições" de 3 de Novembro. 

"As internações ligadas à covid-19 aumentaram ao menos 10% na semana passada em 32 estados" do país, acrescentou Hogan.

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