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Bolsas caem após 'marola da direita' frustrar mercado nos EUA; Bradesco afunda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A frustração de investidores internacionais com o desempenho abaixo do esperado do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato provocou valorização global do dólar e tirou força dos mercados de ações, incluindo o brasileiro.

Em vez de uma onda vermelha (essa é a cor do partido que representa a direita nos EUA), o resultado apurado até esta quarta-feira (9) dava apenas ligeira vantagem republicana na Câmara e mantinha indefinido o controle do Senado.

A disputa acirrada pelo Congresso esfriou expectativas de participantes do mercado por uma condução mais conservadora na economia que, em tese, poderia limitar gastos públicos, sobretudo na área social, promovidos pelo presidente democrata Joe Biden.

Na Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa recuou 2,22%, aos 113.580 pontos. O tombo de quase 18% das ações do Bradesco, após um resultado trimestral que desapontou investidores, também contribuiu para o desempenho negativo do índice. A queda diária dos ativos do banco foi a maior em mais de duas décadas e a perda de valor de mercado na sessão passou dos R$ 30 bilhões.

No mercado de câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista fechou em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,1840.

Nos Estados Unidos sentimento de aversão ao risco interrompeu uma sequência de três dias de alta da Bolsa de Nova York e gerou maior procura por investimentos de renda fixa ligados ao Tesouro, o que consequentemente torna o dólar mais caro no resto do mundo. O índice que compara a moeda americana a outras divisas subiu mais de 0,70%.

Parâmetro para o mercado de ações americano, o indicador S&P 500 perdeu 2,08%. Na contramão, as ações da Meta subiram 5,18% após a empresa dona do Facebook ter anunciado a demissão de mais de 11 mil trabalhadores.

"Com a apuração das eleições avançando nos EUA, o principal destaque é que não houve a esperada onda vermelha no Congresso", disse o economista Étore Sanchez, da Ativa Investimentos. "É inegável que algumas vitórias dos democratas foram relevantes."

"O mercado do Brasil operou bastante alinhado ao internacional", disse Luiz Souza, operador de renda variável da SVN Investimentos.

Também colaborou para a queda das ações a preocupação com a inflação ao consumidor americano de outubro, cujo índice será divulgado na manhã desta quinta-feira (11).

Analistas consultados pela Bloomberg esperam que a alta dos preços acumulada em 12 meses fique em 7,9%, abaixo dos 8,2% registrados no mês anterior.

É a necessidade de lidar com a maior inflação em 40 anos que vem forçando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) a aplicar uma alta de juros histórica, principal causa para que a Bolsa americana já tenha recuado cerca de 20% neste ano.

No cenário doméstico, investidores seguem acompanhando especulações sobre quem será o ministro da área econômica do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta terça-feira (8), os principais indicadores financeiros refletiram a redução das tensões entre investidores após a divulgação de alguns dos nomes que participarão da transição de governo.

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contará com os economistas Persio Arida e André Lara Resende. Financistas cobravam da nova gestão nomes técnicos e mais alinhados ao mercado.

No mercado de câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista fechou em queda 0,44%, cotado a R$ 5,15. Na Bolsa de Valores, o índice de ações Ibovespa subiu 0,71%, aos 116.160 pontos.

As ações preferenciais da Petrobras abandonaram a zona negativa dos últimos dias e subiram 0,74%. Entre os papéis mais negociados da Bolsa brasileira, os ativos da estatal passaram a sofrer forte desvalorização após a eleição de Lula.

Na equipe de transição, o setor que tratará de economia teve quatro nomes anunciados. Além de Arida e Resende, o economista Guilherme Mello, professor da Unicamp e ligado ao PT, também fará parte da equipe. O quarto integrante é Nelson Barbosa, que foi ministro da Fazenda e do Planejamento no governo de Dilma Rousseff.

Com isso, há uma divisão da área entre dois economistas com histórico liberal (Arida e Resende) e dois representantes diretos do partido (Barbosa e Mello), que defendem a flexibilização do teto de gastos para atender demandas sociais.

Persio Arida chegou a ser citado entre os nomes considerados para assumir a economia. Ele é próximo de Alckmin, vice-presidente eleito e coordenador da transição.

O economista é um dos pais do Plano Real —medida que acabou com o cenário de hiperinflação nos anos 90, na transição dos governos Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)— e declarou voto em Lula no segundo turno.

Após a Folha de S.Paulo ter antecipado os nomes de Arida e Resende, por volta das 12h30, o Ibovespa atingiu as pontuações máximas do dia, acima dos 117 mil pontos.

O mercado de ações doméstico, porém, devolveu parte dos ganhos diante da apresentação dos demais membros da equipe e também com a volatilidade provocada no exterior pelas eleições para o Congresso dos Estados Unidos.

Em Nova York, o índice S&P 500, referência da Bolsa americana, fechou em alta de 0,56%. Mais cedo, porém, chegou a subir mais de 1%.

Investidores aguardavam o resultado das eleições de meio de mandato contando com a possibilidade de retomada do controle do Legislativo pelo Partido Republicano que, em teoria, pode limitar planos do presidente democrata Joe Biden quanto a políticas mais expansionistas, ou seja, que aumentam os gastos públicos.

A perspectiva de inclusão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na transição, conforme adiantou o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), também gerou reclamações entre participantes do mercado.

Alguns disseram, porém, que a desconfiança pode ser amenizada caso o novo governo apresente um "waiver", que nesse contexto significa licença para gastar acima do teto de gastos, de R$ 170 bilhões, abaixo dos R$ 200 bilhões inicialmente estimados.

LUCRO DO BRADESCO CAI 23% NO TERCEIRO TRIMESTRE

O Bradesco teve uma queda surpreendente no lucro do terceiro trimestre. O resultado foi impactado pela rápida deterioração da carteira de crédito, que levou a instituição a aumentar as projeções de perdas esperadas com inadimplência.

O segundo maior banco privado do país divulgou nesta terça-feira (8) que seu lucro recorrente de julho a setembro somou R$ 5,22 bilhões, uma queda de 22,8% ante mesmo período de 2021.

O número veio muito abaixo da previsão de analistas consultados pela Refinitiv, que previam R$ 6,76 bilhões.