Bolsas asiáticas fecham em baixa por receios com EUA

A maioria dos mercados asiáticos fechou em queda nesta terça-feira, puxada para baixo pelo pessimismo em relação à questão do "abismo fiscal" e por dados negativos dos EUA. As ações em Sydney também se enfraqueceram depois do aguardado corte na taxa básica de juros pelo Banco Central da Austrália (Reserve Bank of Australia, RBA, na sigla em inglês).

Na China, porém, o pregão terminou com tom positivo após a estabilização das ações bancárias e o avanço das fabricantes de bebidas alcoólicas. O índice Xangai Composto teve leve alta de 0,8%, para 1.975,1 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 1,3%, para 743,6 pontos. As ações do Huaxia Bank fecharam com alta de 1,0% depois de cair 4,2% nesta segunda-feira (3), quando os investidores agiram em resposta a relatos de problemas nos produtos de gestão de fortunas. As blue chips do setor bancário foram beneficiadas pela retomada das ações do Huaxia Bank. O China Merchants Bank avançou 0,7% e o Bank of Communications ganhou 0,2%.

Os produtores de álcool chineses tiveram alta depois de perdas recentes causadas por preocupações com a segurança dos produtos. Wuliangye Yibin avançou 1,4% depois de queda de 9,9% na segunda-feira. Luzhou Lao Jiao fechou em alta de 0,4% após tropeço de 7,5% ontem. Kweichow Moutai teve queda de 1,6%, mas apresentou melhora visto que ontem caiu 7,3%.

As outras bolsas da Ásia seguiram as perdas de ontem em Wall Street, onde os mercados recuaram após a divulgação dos dados do índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês). O indicador caiu para 49,5 em novembro, de 51,7 em outubro. A queda foi mais acentuada que as previsões dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam retração para 51,0.

Também foram constatados sinais de que os investidores asiáticos continuam pessimistas sobre uma resolução rápida sobre o "abismo fiscal" nos EUA, que tem atuado como um peso sobre os mercados desde a reeleição do presidente Barack Obama no mês passado.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney caiu pela primeira vez em uma semana, com o recuo conduzido pelos setores de concessionárias, materiais, indústria, energia e finanças, após os dados desanimadores dos EUA, a falta de um encaminhamento para o "abismo fiscal" e também em virtude do corte da taxa de juros pelo RBA. O índice S&P/ASX caiu 0,62%, aos 4.503,57 pontos. BHP Billiton, Fortescue, Commonwealth Bank, Telstra, Wesfarmers, Westfield, Newcrest, QBE e Macquarie tiveram quedas entre 0,5% e 2,4%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em queda, apesar das compras feitas por investidores estrangeiros. As preocupações sobre um desfecho para a questão do "abismo fiscal" nos EUA pesaram sobre o sentimento do investidor. O índice Kospi recuou 0,25%, aos 1.935,18 pontos. Dentre as empresas que perderam no pregão está a siderúrgica Posco, cujos papéis recuaram 1,9%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou o pregão praticamente estável, com os investidores assumindo papel secundário, após o ganho de 7,2% do índice nas últimas oito sessões. O Taiwan Weighted fechou em alta de 0,01%, aos 7.600,98 pontos. As ações da TSMC caíram 1,3% e as da MediaTek recuaram 0,9%. Já a Hon Hai ganhou 0,6% e a Catcher subiu 2,4%.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, terminou a sessão em leve alta, de 0,2%, com 21.799,97 pontos, depois de uma queda de 1,2% na segunda-feira. A Bolsa de Manila, nas Filipinas, continuou avançando e o índice PSEi fechou com acréscimo de 0,6%, aos 5.706,26 pontos.

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