Bolsas asiáticas fecham em alta

A recuperação no preço das commodities, como o petróleo, e sinais positivos da economia dos Estados Unidos abriram caminho para valorizações nos mercados de ações da região da Ásia e Pacífico, que fecharam em alta nesta quinta-feira. Entre os principais ganhos da sessão, as ações de mineradoras impulsionaram a bolsa de Sydney e o setor de energia garantiu uma nova máxima em mais de três anos em Xangai.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 encerrou o pregão com elevação de 0,88%, aos 5.368,80 pontos, com ganho de 1,48% nas ações da BHP Billiton e de 2,07% nos papéis da Rio Tinto.

O avanço na Bolsa de Sydney ocorreu após as ações em Wall Street encerrarem em nível recorde na quarta-feira. Entre os motivos que sustentaram os ganhos, o índice de atividade dos gerentes de compras do setor de serviços dos EUA subiu a 59,3 em novembro, de 57,1 em outubro, segundo o Instituto para Gestão de Oferta (ISM). Além disso, o "livro bege" do Federal Reserve reafirmou que a economia norte-americana segue em expansão, que as condições do mercado de mão de obra melhoram e que as pressões inflacionárias continuam contidas.

A tendência de alta também foi verificada na China, onde o índice Xangai Composto fechou em alta de 4,31%, aos 2.899,46 pontos, o maior nível desde maio de 2011. O resultado também marcou o ganho porcentual mais acentuado desde dezembro de 2012. As ações de grandes empresas, especialmente do setor financeiro e de energia, lideraram os avanços. "Os investidores estão correndo para ações blue chip, com baixos preços", disse Deng Wenyuan, analista da Soochow Securities, acrescentando que "o balão no mercado de ações está sendo inflado e ainda pode estourar".

Todas as 17 corretoras listadas subiram ao limite máximo diário de 10% em Xangai, diante de expectativas contínuas de que o alto volume de operações vindo da plataforma de conexão com a Bolsa de Hong Kong ajude a aumentar os lucros das firmas.

O índice Shenzhen Composto subiu 2%, para 1.481,96 pontos. Os papéis chineses têm ganhado terreno, com os investidores de varejo buscando tirar proveito de recente corte de juros pelo banco central, enquanto os bancos elevam perspectivas para os mercados de ações do país, apesar de uma economia em desaceleração.

"Nós vemos alguns sinais positivos no PIB (Produto Interno Bruto) do lado do consumo, o que poderia justificar um processo de reavaliação gradual para os mercados acionistas chineses", disse Jason Sun, estrategista-chefe de China no Citi.

Diante da melhora nas ações da China continental, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,72%, para 23.832,56 pontos. O mercado local também foi ajudado por ações do setor de energia, com a melhora do preço do petróleo Brent.

Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,85%, para 1.986,61 pontos. Durante a madrugada foi conhecido que o crescimento da economia da Coreia do Sul acelerou no terceiro trimestre, diante das medidas destinadas a estimular a demanda doméstica adotadas pelo governo. O Produto Interno Bruto (PIB) sul-coreano avançou 0,9% no período de julho a setembro na comparação com o trimestre anterior, segundo números revisados pelo Banco da Coreia (BoK). Na comparação anual, a economia avançou 3,2% nos três meses encerrados em setembro, abaixo do registrado no trimestre anterior, de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com informações da Dow Jones Newswires

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