Bolsas da Ásia fecham em direções diversas

As bolsas da Ásia encerraram em direções divergentes nesta sexta-feira, com o índice acionário de Hong Kong atingindo nova máxima em 16 meses e o da China registrando a maior alta porcentual diária desde outubro de 2009.

Na China, o índice Shanghai Composite subiu 4,3%, para 2.150,63 pontos, o seu nível mais alto desde 10 de agosto. A alta porcentual diária também foi a maior desde 9 de outubro de 2009. O índice Shenzhen Composite Index subiu 4,1%, ou 32,33 pontos, para 816,19 pontos. As ações dos bancos tiveram forte desempenho. Bank of Nanjing subiu 10% e China Merchants avançou 7,6%. As produtoras de cimento também registraram ganhos: Tangshan Jidong Cement subiu 7,3% e Anhui Conch Cement ganhou 4,6%.

Relatos da imprensa local chinesa sugeriram que a Conferência Central de Trabalho Econômico poderá ser realizada no fim de semana, o que gerou otimismo. Houve também algumas expectativas de que a reunião de política anual poderia resultar em políticas destinadas a dar suporte à economia.

"O mercado está ganhando dinâmica com as expectativas de que a Conferência Central de Trabalho Econômico pode divulgar a meta oficial para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2013 e uma política mais detalhada para urbanização, o que impulsionará os investimentos", afirmou Huang Cendong, analista da Tebon Securities.

Além disso houve relatos de que as autoridades chinesas estão considerando medidas para reduzir o potencial excesso de oferta de ações, permitindo que as empresas que estão na fila para se tornarem públicas possam levantar dinheiro por outras fontes.

No front econômico, houve notícias positivas. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar da China, medido pelo HSBC, subiu para 50,9 em dezembro - o nível mais alto em 14 meses - em comparação com a leitura final de 50,5 em novembro.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, avançou 0,7%, para 22.605,98 pontos - uma nova máxima em 16 meses -, impulsionado pelo forte rali nas bolsas da China. No entanto, a atividade de captação de dinheiro e a pressão da realização de lucros limitaram os ganhos. Os destaques da sessão foram as ações das seguradoras: China Life (+2,3%), Ping An (+3,5%) e New China Insurance (+6,2%).

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa, após três dias de rali de vendas, e com o declínio do preço das ações da Apple pesando sobre os fornecedores taiwaneses. O índice Taiwan Weighted recuou 0,75%, aos 7.698,77 pontos. Os papéis da Hon Hai caíram 4,7%, após cortes de pedidos de componentes para o iPhone 5.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em baixa, com o índice Kospi perdendo 0,39%, aos 1.995,04 pontos. As ações de empresas de tecnologia e de montadoras recuaram nessa sessão. Os papéis da Samsung Electronics e SK Hynix caíram, respectivamente, 1,2% e 0,2%. A Hyundai Motor perdeu 0,4%, enquanto que a Kia Motors recuou 0,7%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney terminou o pregão estável, aos 4.583,11 pontos. As ações das companhias ligadas ao setor de recursos reverteram as quedas durante o pregão, com os dados da manufatura da China indicando que seu maior parceiro comercial, a Austrália, se recupera de uma desaceleração econômica. Os papéis da BHP Billiton, Rio Tinto, Newcrest Mining e Fortescue Metals tiveram ganhos entre 0,2% e 1,4%.

O índice PSEi, da Bolsa das Filipinas, recuou 1,4%, aos 5.707,11 pontos, em meio a um grande volume de negociação. Apesar de o índice ter atingindo um novo recorde de pontos na terça-feira, ao fechar 5.831,50 pontos, ele recuou 1,5% em relação à semana anterior. O analista da SB Equities Edser Trinidad disse que as perdas desta semana podem desencadear alguma realização de lucro na próxima semana. Metropolitan Bank & Trust caiu 1,6%, Ayala Land perdeu 3,1% e Alliance Global Group declinou 2,0%. As informações são da Dow Jones.

Carregando...