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Bolsa de Xangai desaba 7,72%, queda mais expressiva em quase 5 anos

·1 minuto de leitura
A epidemia de coronavírus afetou os resultados das Bolsa da China continental

As Bolsas da China continental registraram nesta segunda-feira baixas expressivas de mais 7%, o maior recuo diário desde 2015, em um momento de pânico nos mercados pela epidemia do novo coronavírus no gigante asiático.

O índice composto da Bolsa de Xangai fechou em queda de 7,72%, a 2.746,61 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen, a segunda maior da China, terminou em contração de 8,41%, a 1.609,00 pontos.

Esta foi a primeira sessão das Bolsas chinesas após o longo recesso das férias do Ano Novo lunar.

As Bolsas de Xangai e Shenzhen estavam fechadas desde 24 de janeiro, um dia após o início da quarentena em Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Os índices das Bolsas ao redor do mundo registraram baixas consideráveis nos últimos 10 dias em consequência da epidemia na China.

Nesta segunda-feira, a Bolsa de Hong Kong encerrou a sessão com alta de 0,17%.

"O pânico dos investidores se propagou rapidamente a todos os níveis e dominará o mercado a curto prazo", declarou Yang Delong, economista do First Seafront Fund.

Mais de 2.600 ações caíram até o limite diário de 10%, de acordo com a agência Bloomberg.

O yuan registrou desvalorização de 1,5%, superando o limite chave de 7 dólares.