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Bolsa vai a 107 mil pontos e renova recorde com votação da Previdência

SÃO PAULO, SP, 22.10.2019 - Painel, Ibovespa - Painel Ibovespa durante o leilão que ocorreu na terça-feira (22/10), referente à concessão à iniciativa privada da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), na sede da B3, antiga Bolsa de Valores, em São Paulo. O índice registrava alta e marcava o aquecimento do Mercado. - (Foto: Camila Oliveira/FramePhoto/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 22.10.2019 - Painel, Ibovespa - Painel Ibovespa durante o leilão que ocorreu na terça-feira (22/10), referente à concessão à iniciativa privada da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), na sede da B3, antiga Bolsa de Valores, em São Paulo. O índice registrava alta e marcava o aquecimento do Mercado. - (Foto: Camila Oliveira/FramePhoto/Folhapress)

Pelo segundo pregão seguido, a Bolsa brasileira atingiu uma nova máxima histórica nominal. O Ibovespa, maior índice acionário do país, subiu 1,28%, a 107.381 pontos, patamar inédito, nesta terça-feira (22).

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O dólar acompanhou e recuou 1,35%, a R$ 4,0760, menor patamar desde 4 de outubro. Dentre as moedas emergentes, o real teve o melhor desempenho da sessão.

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​O bom humor do mercado se deve a votação, e provável aprovação, da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, o último passo do projeto no Congresso.

O volume negociado na Bolsa, inclusive, superou a média diária, com giro de R$ 18,528 bilhões. O CDS (Credit Defaut Swap) de 5 anos, espécie de seguro contra calote, caiu 1,6% e foi ao menor patamar em um mês.

Também contribuiu o cenário externo positivo, com uma maior probabilidade de acordo para o brexit e com a melhora na guerra comercial entre China e Estados Unidos.

O mercado doméstico se anima ainda com a expectativa da Selic a 4,75% ainda este ano, reforçada pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, prévia da inflação oficial) fraco em outubro. Alguns analistas chegam a prever a taxa abaixo de 4% ao final do ciclo de cortes promovidos pelo Banco Central, cuja próxima decisão será na quarta-feira que vem (30).

Também há grande expectativa os balanços do terceiro trimestre, que começam a ser divulgados nesta semana. Nesta quinta (24), Vale e Petrobras divulgam seus resultados.​

Investidores veem com bons olhos a antecipação do calendário de liberação do FGTS e a urgência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na tramitação da reforma administrativa e da PEC que antecipa medidas de corte despesas.

Somando os pregões desta segunda (21) e terça (22), a semana já é a mais positiva para a Bolsa desde agosto, quando o índice retomou o patamar dos 100 mil pontos.

No entanto, das últimas vezes que bateu recorde, a Bolsa não sustentou os patamares. Depois de chegar a 105 mil pontos, o Ibovespa mergulhou aos 96 mil pontos.

"Agora resta saber se a Bolsa consegue manter esse patamar por mais tempo. Por enquanto, o mundo mais calmo está nos ajudando”, afirma Rodrigo Franchini, sócio e head de produtos da Monte Bravo.

Apesar do bom momento, os estrangeiros continuam saindo do mercado acionário brasileiro. Até 18 de outubro, o saldo deste mês de investimentos estrangeiros na Bolsa está negativo em R$ 11,5 bilhões, o pior desempenho mensal desde 2008.

No acumulado de 2019, a saída de estrangeiros, considerando IPO e follow-on, é de R$ 5,4 bilhões.

Para Franchini, o recorde desta terça é fruto do investidor doméstico, que tem ampliado sua participação na renda variável com os juros baixos. Os estrangeiros continuam 'tímidos'.

"Não vamos ter uma enxurrada de dinheiro com a reforma da Previdência. No mundo, o clima ainda não está para ativos de risco [como os emergentes]. Para voltar com força ao Brasil, o estrangeiro vai esperar uma melhora do cenário externo, da guerra comercial. Além disso, estamos longe do grau de investimento", afirma o economista.

Segundo a avaliação das agências de risco Moody's, Standard & Poor’s e Fitch, o país ainda está dois degraus abaixo do nível para investimento.