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Bolsa tem 8ª queda à espera de juros agressivos contra inflação

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO - SP - 05.09.2013 - Bolsa de Valores na  Rua XV de Novembro em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO - SP - 05.09.2013 - Bolsa de Valores na Rua XV de Novembro em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado financeiro aprofundou nesta terça-feira (14) o tombo da véspera, sendo dragado pelo sentimento cada vez mais forte de que a inflação mundial está descontrolada e provocará uma alta global de juros capaz de colocar as principais economias à beira da recessão.

Refletindo o ambiente de aversão aos investimentos de risco, o dólar comercial subiu 0,43%, a R$ 5,1350 na venda, renovando a sua maior cotação frente ao real em um mês.

A Bolsa de Valores brasileira chegou à oitava queda consecutiva. O índice de referência Ibovespa perdeu 0,52% nesta sessão, encerrando o dia com a pontuação de 102.063, a mais baixa desde 6 de janeiro.

O mergulho de 9,19% do mercado de ações doméstico desde a última alta, em 2 de junho, tem forte relação com o cenário internacional, embora o governo brasileiro também tenha reforçado a percepção de investidores quanto ao risco fiscal ao colocar em pauta uma proposta de desoneração dos combustíveis.

Setores mais sensíveis à alta dos juros, como é o caso do varejo, concentraram as maiores perdas na Bolsa brasileira nesta terça. As ações da Via desabaram 10,20%. Na contramão do mercado, a Eletrobras subiu 3,37%. Essa é a primeira alta da companhia após ela ter acumulado 6,83% de queda desde a confirmação da sua privatização na última quinta-feira (9).

Na quinta queda consecutiva da Bolsa de Nova York, o indicador de referência S&P 500 cedeu 0,38%, após ter mergulhado 3,88% na sessão anterior.

O índice Dow Jones, que acompanha empresas americanas de grande valor, recuou 0,50%. O Nasdaq, que é focado em companhias médias do setor de tecnologia, subiu 0,18%. A ligeira alta ocorreu, porém, após um tombo de quase 5% na véspera.

Os principais mercado europeus também recuaram. As Bolsas de Paris e de Frankfurt caíram 1,20% e 0,91%, nessa ordem. Londres perdeu 0,25%.

O estresse toma conta do mercado financeiro mundial desde a última sexta-feira (10), quando dados da inflação americana vieram acima do esperado, reforçando o sentimento de que autoridades monetárias em todo o mundo terão de acelerar ainda mais suas respectivas taxas de juros.

Essa situação tende a valorizar moedas fortes, sobretudo o dólar, e tirar investimentos de ações de empresas negociadas nas Bolsas.

Nesta quarta-feira (15), o Fomc (comitê de política monetária) do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) concluirá sua reunião de dois dias e informará a sua decisão sobre o ritmo de aumento dos juros no país.

Analistas do mercado de Nova York apostam amplamente em uma elevação de 0,75 ponto percentual, segundo a agência Reuters. Se confirmada, essa será a maior alta em uma reunião do Fed desde 1994.

Esse aumento elevaria a taxa de referência do Fed para o empréstimo diário entre bancos (parâmetro para o setor de crédito em geral) ao valor máximo de 1,5% ao ano. Esse número também é o mais esperado entre analistas consultados pela agência Bloomberg.

Ao continuar nesse passo, o Fed poderá chegar a uma taxa de até 2,5%, em setembro, e de até 3,5% em dezembro. Isso representaria o intervalo mais agressivo de aperto da política monetária americana desde a década de 1980, segundo análise do The Wall Street Journal.

Também nesta quarta, o Copom, comitê responsável por formular a política monetária do Banco Central do Brasil, apresentará sua decisão sobre a taxa básica de juros do país, a Selic. O aumento no custo do crédito nos Estados Unidos tende a afetar a taxa brasileira.

"Todas as atenções estão voltadas para Copom e Fed", comentou Wagner Varejão, especialista da Valor Investimentos. "Esperava-se, nos dois casos, uma alta de meio ponto percentual, mas os dados da inflação lá fora deixaram o cenário meio turvo", disse.

No caso dos juros brasileiros, a projeção da Bloomberg é de um acréscimo de 0,50 ponto percentual, o que elevaria a Selic dos atuais 12,75% para 13,25% ao ano.

Com o mercado brasileiro de juros futuros à espera da alta da Selic, a taxa DI (Depósitos Interbancários) com vencimento em janeiro de 2023 subia 0,13% ponto percentual no início da noite desta terça, passando para aproximadamente 13,67% ao ano.

O aperto monetário —o que significa tornar o crédito mais caro para, assim, esfriar o consumo e desacelerar a inflação— nos Estados Unidos também aumenta o rendimento dos títulos do Tesouro americano, considerado o investimento mais seguro do planeta.

Isso leva investidores a diminuírem suas aplicações em mercados mais arriscados, como as Bolsas de Valores. É um momento em que o mercado quer tirar proveito da renda fixa mais atrativa nos EUA.

Esse aumento do fluxo de dólares em direção aos títulos soberanos nos Estados Unidos torna a moeda mais escassa e cara, provocando uma reação em cadeia no mundo dos negócios.

Em países de economia emergente, como o Brasil, a alta do dólar eleva custos de importação e faz disparar a inflação.

Bancos Centrais são forçados a elevar juros para convencer investidores de que o retorno oferecido por seus títulos soberanos compensa o risco que eles correm ao não levarem seus dólares para os EUA.

O principal problema desse movimento é a falta de liquidez no mercado, uma vez que investidores passam a ter a chance de obter ganhos confortáveis com juros altos pagos pela renda fixa em todo o mundo. O dinheiro que sai das Bolsas faz falta para as empresas, pois elas perdem capital com a queda das suas ações e deixam de crescer e gerar empregos.

Mas a crise atual é ainda mais difícil de se enfrentar porque o aperto ao crédito não é o único remédio capaz de frear a inflação. Ainda como consequência das paralisações de atividades provocadas pela pandemia de Covid, o mundo enfrenta a falta de bens e insumos.

A alta de preços, portanto, precisaria também ser combatida com o aumento da oferta. Mas há ao menos dois grandes impedimentos para a normalização da comercialização global de mercadorias.

Em primeiro lugar, a China, que concentra boa parte da produção de bens industrializados do mundo, mantém severas restrições ao funcionamento de empresas para tentar conter as infecções pelo coronavírus.

Além disso, a guerra na Ucrânia reduziu a oferta de petróleo e fez o preço da matéria-prima disparar, uma vez que a produção russa foi banida dos Estados Unidos e de parte da Europa. Também devido ao conflito, a produção de grãos da Ucrânia enfrenta obstáculos para ser escoada, colaborando com o aumento global dos preços dos alimentos.

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