Bolsa de Tóquio fecha em queda de 1,19%

A Bolsa de Valores de Tóquio caiu nesta quinta-feira, com a realização de lucros por parte dos investidores, depois dos ganhos acentuados no pregão anterior. Entretanto, as vendas de ações de grandes empresas como as da Fast Retailing foram parcialmente anuladas pelo aumento de compras estrangeiras de papéis do Mitsubishi UFJ Financial Group e outras instituições financeiras. O índice Nikkei perdeu 1,19%, aos 10.039,33 pontos, após o ganho de 2,4% na sessão de quarta-feira.

O volume de negócios continuou a impressionar, com 3,74 bilhões de ações comercializadas. Pelo terceiro pregão consecutivo, o volume ultrapassou os 3 bilhões de ações. No pregão de ontem registrou-se a marca de 4,03 bilhões de ações comercializadas. O valor negociado também foi alto, totalizando mais de 2 trilhões de ienes (US$ 23,8 bilhões).

Os maiores índices abriram o pregão em baixa, com as preocupações renovadas sobre as negociações para se evitar o "abismo fiscal" nos EUA e a oportunidade para a realização de lucros, a exemplo do pregão de quarta-feira, quando o Nikkei rompeu a marca dos 10 mil pontos pela primeira vez em mais de oito meses.

A decisão do Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) de expandir seu programa de compra de ativos em 10 trilhões de ienes (US$ 118,8 bilhões), elevando o montante total para 101 trilhões de ienes (US$ 1,2 trilhão), não impressionou o mercado, entretanto, o subsequente enfraquecimento do dólar prejudicou os exportadores.

"Os fundos estrangeiros de longo prazo continuam comprando ações de instituições financeiras e do setor industrial", disse o estrategista em investimentos da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities, Norihiro Fujito. "O mercado ainda espera medidas mais agressivas de relaxamento monetário por parte do BoJ", acrescentou.

As ações da Fast Retailing foram as que tiveram maior peso negativo no desempenho do Nikkei, caindo 4,1%, depois de apresentarem ganhos recentes. Os papéis do Softbank perderam 3,8%, o mesmo ocorrendo com a Canon, que recuou 2,9%.

Por outro lado, as ações de bancos, corretoras e do setor imobiliário apresentaram os melhores desempenhos do pregão, na expectativa de que o banco central adote mais medidas de relaxamento monetário, a partir da chegada ao poder de um governo de coalizão, conduzido pelo Partido Liberal Democrático (PLD).

As ações da Mitsubishi UFJ FG ganharam 1,1%, as da Nomura Holdings também avançaram 2,1%, e os papéis da Mitsubishi Estate fecharam em alta de 1,6%. Dentre as montadoras, as ações da Toyota Motor subiram 0,8%. As informações são da Dow Jones.

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