Bolsa de Tóquio fecha em queda de 0,86%

A Bolsa de Valores de Tóquio terminou o pregão desta terça-feira em queda, uma vez que os investidores venderam ações da Toyota Motor e de outras montadoras juntamente com papéis do setor financeiro, como os da Nomura Holdings, e de outras empresas relacionadas ao setor imobiliário. Este foi o segundo dia consecutivo de realização de lucros. O índice Nikkei caiu 0,86%, aos 10.508,06 pontos, após uma perda de 0,8% no pregão de ontem.

O volume de negócios foi robusto, com mais de 3,5 bilhões de ações comercializadas, ou um volume de 1,87 trilhão de ienes (US$ 21,3 bilhões), refletindo a forte atividade dos investidores estrangeiros.

O Nikkei esteve mais baixo desde o início, e permaneceu abaixo do ponto de equilíbrio por quase toda a sessão, uma vez que a realização de lucros iniciada na segunda-feira continuou no pregão de ontem, com o movimento mais fraco das bolsas no overnight e uma interrupção significativa no enfraquecimento do iene.

"O iene está sendo vendido em excesso, com um dólar valendo 88 ienes", disse o estrategista-chefe da kabu.com Securities, Tatsunori Kawai. "Os investidores estão realizando lucros até que o iene se consolide. As taxas de juros nos EUA são fundamentais neste ponto para determinar quanto mais o iene pode cair", disse Kawai.

As ações das maiores montadoras estiveram acentuadamente mais baixas no pregão desta terça-feira, com os papéis da Toyota Motor recuando 2%, os da Suzuki perdendo 2,2%; ao passo que as ações da Mazda Motor e da Nissan Motor terminaram a sessão com respectivos recuos de 5% e 1,1%. Altas acentuadas para o setor automotivo podem ser um desafio, a menos que o dólar consiga uma forte elevação, chegando ao patamar entre 88 e 89 ienes, como informaram alguns traders.

As empresas do setor financeiro tiveram o pior desempenho do pregão. A Nomura caiu pela segunda sessão seguida, recuando 3%. Seu rival, o Daiwa Securities Group, também perdeu 4,2%.

Dentre os grande bancos, o Sumitomo Mitsui Financial Group caiu 1,3%, enquanto que o Aozora Bank recuou 4%, após queda de 10% no pregão de ontem, com o anúncio de que o principal acionista do grupo, o fundo de investimento Cerberus Capital Management, venderá a maior parte de sua participação no banco.

As empresas do setor imobiliário - muitas das quais foram beneficiadas pela esperança de adoção de mais medidas de relaxamento monetário por parte do Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) -, também foram afetadas pela realização de lucros. As ações da Mitsui Fudosan caíram 3,7%, enquanto que os papéis da Mitsubishi Estate recuaram 4,5% e os da Sumitomo Realty & Development terminaram o pregão em queda de 5,2%. Dentre as ações defensivas, a Ajinomoto subiu 2,2%. As informações são da Dow Jones.

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