Bolsa de Tóquio fecha em sua maior alta em sete meses

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou o pregão desta quinta-feira em seu patamar mais alto em sete meses, com o iene ainda mais fraco, enquanto que a crescente probabilidade de o principal partido de oposição, o Partido Liberal Democrático (PLD), vencer as eleições de 16 de dezembro sinaliza que o Banco do Japão (BoJ) pode adotar uma política de flexibilização monetária mais agressiva. O índice Nikkei subiu 0,81%, aos 9.545,16 pontos, acompanhando o ganho de 0,4% da sessão anterior. O índice fechou em seu nível mais alto desde 26 de abril.

O volume de negócios foi bastante robusto, totalizando um pouco mais de 2 bilhões de ações comercializadas. Os maiores índices apresentaram tendência de alta desde o início do pregão, acompanhando a elevação do dólar e os sinais de que o Congresso dos EUA apresenta progressos nas negociações do "abismo fiscal". O otimismo foi reforçado pelas pesquisas que apontaram que o PLD deve vencer as eleições da Câmara Baixa de 16 de dezembro, garantindo a maioria dos 480 assentos.

Uma retomada do poder pelo PLD fortaleceria o mandato do partido, permitindo-lhe avançar em suas promessas centrais de campanha, incluindo a de pressionar o BoJ para que adote medidas mais agressivas de flexibilização monetária.

"Uma estratégia predominante até agora tem sido a de optar por ações à vista, por índices futuros no curto prazo e títulos do governo de longo prazo", disse um diretor de negociação de equity de uma corretora estrangeira. "Muitos veem a alta do dólar fixada em 82,5 ienes, entretanto, isso poderia representar uma barreira para o avanço do mercado de ações", disse ele. Às 4h, no horário de Brasília, um dólar era negociado a 82,44 ienes, enquanto que um euro era trocado por 107,66 ienes. Já os títulos futuros do governo japonês de dez anos alcançavam alta histórica.

A maioria das ações de empresas exportadoras foi beneficiada pelo iene fraco, a exemplo do papéis da Shin-Etsu Chemical, que subiram 1,9%, os da Honda Motor, que ganharam 1,6% e os da Nikon, com avanço de 2,1%.

Enquanto isso, as ações dependentes da China têm recebido um impulso desde quarta-feira com o anúncio feito pelo governo chinês, a partir da análise de especialistas, que projetaram um Produto Interno Bruto (PIB) para o país com crescimento de 8,2% em termos reais, em 2013, acima dos 7,7% esperados para 2012. O dado deu início à especulação de que os gastos públicos deverão crescer na China. As ações da Komatsu subiram 1,3%, e as da Fanuc avançaram 1,7%.

A Sharp fechou o pregão em alta de 9,9%, depois que uma fonte da indústria de precisão Hon Hai, de Taiwan, afirmou que as conversas para a compra de participação na Sharp ainda continuam de pé. As informações são da Dow Jones.

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