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Bolsa sobe mais de 2% com mercado avaliando China e negociação da PEC

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ações do setor de matérias-primas metálicas apresentavam forte alta nesta terça-feira (29) e, devido ao grande peso do segmento no mercado brasileiro, impulsionavam ganhos na Bolsa e empurravam para baixo a cotação do dólar.

O segmento, que é um dos mais atraentes aos investidores estrangeiros, era beneficiado por sinalizações do governo chinês de que Pequim pode flexibilizar sua política de Covid zero e, principalmente, pela possibilidade de manutenção de estímulos ao setor imobiliário do país, que é o maior consumidor mundial de aço.

Às 12h55, o indicador referência da Bolsa brasileira, o Ibovespa, saltava 2,86%, aos 111.900 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial à vista recuava 1,23%, aos R$ 5,2990.

Os papéis mais negociados da mineradora Vale ganhavam 4,50%. Também no ramo do aço, CSN e Usiminas disparavam 8,62% e 7,97%, respectivamente.

Espera-se que o presidente chinês Xi Jinping siga criando estímulos econômicos para amenizar os efeitos econômicos do confinamento de moradores e interrupção de atividades econômicas no país para controlar as infecções por Covid.

Protestos contra as restrições impostas por Pequim estão tomando as ruas em diversa cidades na China. As manifestações começaram no fim de semana, depois que um incêndio em Urumqi, capital da região de Xinjiang, matou dez pessoas. Segundo manifestantes, o corpo de bombeiros demorou para agir por conta das restrições.

Analistas também relataram otimismo quanto à abertura da equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para negociar prazo e o volume de gastos que a PEC da Transição, enviada ao Senado na véspera, poderá deixar fora da regra do teto de gastos. Por enquanto, a exceção ao teto é de até R$ 198 bilhões e a proposta é que essa liberação tenha quatro anos de validade.

"O mercado acredita que esse texto não irá avançar sem modificações e até integrantes da equipe de transição falam em negociar", comentou Nicolas Farto, chefe de renda variável da Renova Invest.

Rumores de que o cartel de países produtores de petróleo e seus aliados, conhecidos pela sigla Opep+, pretendem reduzir a produção também favoreciam ações das empresas brasileiras que são grandes exportadoras da matéria-prima. Ao diminuir a oferta com a redução da produção, a Opep busca aumentar o preço da mercadoria.

O preço do barril do petróleo Brent, referência para os preços praticados pela Petrobras, saltava 2,56%, aos US$ 85,32. As ações mais negociadas da estatal petrolífera saltavam 3,90%.

O petróleo é também beneficiado quando há expectativa de redução das restrições contra a Covid ou de que haverá mais estímulos econômicos na China, pois o gigante vermelho é também o maior consumidor desta matéria-prima.