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Bolsa sobe com forte alta da Petrobras e bate novo recorde nominal

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ibovespa, principal índice acionário da Bolsa brasileira, renovou seu recorde nominal (sem levar em conta a inflação) nesta sexta-feira (28), ao subir 0,96%, a 125.561,37 pontos.

O índice foi apoiado principalmente pela forte alta da Petrobras após o JPMorgan elevar a recomendação de investimento na companhia, destacando uma menor percepção de risco.

As ações preferenciais, e mais negociadas, da estatal subiram 4,17% e as ordinárias (com direito a voto), 5,78%, maior alta do Ibovespa na sessão.

Na semana, a Bolsa acumulou alta de 2,4%. No mês, sobe 5,6% e no ano, 5,5%.

Com a performance desta sexta, o Ibovespa superou os recordes anteriores de 125.323,53 pontos no intradia e de 125.076,63 pontos no fechamento, ambos registrados em 8 de janeiro deste ano.

A Sabesp, por sua vez, teve a maior queda do índice, caindo 4,74%, em meio a declarações do secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo ao jornal Valor Econômico que esfriaram expectativas de privatização no curto prazo da companhia de saneamento paulista.

Nos Estados Unidos o pregão também foi de alta. O índice S&P 500 subiu 0,08% e o Dow Jones, 0,19%. Nasdaq teve leve ganho de 0,09%.

Investidores viram como marginal a alta além do esperado da inflação americana em abril. O núcleo de preços ao consumidor, medidos pelo índice PCE, que exclui componentes voláteis de alimentos e energias, avançou 0,7% no mês passado, superando estimativa de 0,6% de analistas, após alta de 0,4% em março.

O núcleo do índice PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).

No acumulado de 12 meses até abril, o núcleo do PCE saltou 3,1%, ultrapassando a meta de 2% do Fed, à medida que a reabertura da economia desencadeou uma demanda reprimida.

O mercado tem observado de perto os dados econômicos e também os comentários das autoridades do Fed, em busca de sinais de inflação descontrolada e da possibilidade de a autoridade monetária começar a recuar em relação às maciças medidas de estímulo.

"As Bolsas globais apresentam tom positivo depois de muita oscilação ao longo do mês. Ajudado pelas demonstrações de paciência de membros do Fed, o mercado vai perdendo o medo de um aperto monetário prematuro nos EUA, a despeito de indicadores confirmando pressões inflacionárias", afirma relatório da gestora BlueLine.

Na semana, o S&P subiu 1,17% e o Dow Jones teve alta de 0,94%, no primeiro ganho semanal dos índices das últimas três semanas. O Nasdaq valorizou-se 2,06%.

Já no mês, o S&P 500 subiu 0,55%, o Dow Jones somou ganhos de 1,94% e o Nasdaq perdeu 1,53%.

Com a alta da inflação americana, o dólar enfraqueceu ante o real. A moeda americana cedeu 0,79%, a R$ 5,2130 na sessão, menor patamar desde 14 de janeiro. O dólar turismo está a R$ 5,3870.

Na semana, o dólar caiu 2,63%, aprofundando as perdas em maio para 3,99%. Com isso, a moeda reduziu a 0,45% a alta acumulada em 2021.

Mantida essa queda, a divisa teria a maior depreciação para o mês desde maio de 2009, quando o dólar tombou 10,26% com a melhora do sentimento global enquanto o mundo emergia das profundezas da crise financeira deflagrada nos meses finais do ano anterior.

Segundo Leonardo Milane, sócio e economista da VLG Investimentos e professor da FIA, a queda do dólar ante a moeda brasileira é fruto de uma certa calmaria política, com a tramitação da privatização da Eletrobrás no Senado e com as falas do presidente da Câmara, Arthur Lira, em torno das reformas tributária e administrativa.

"Isso contribuiu para menor aversão a risco e o real, que ainda está atrasado em relação a outras moedas de emergentes contra o dólar, acabou ganhando valor", diz Milane.

Na véspera, a Fitch manteve a nota de crédito soberano do Brasil, afastando temores correntes de corte, enquanto dados fiscais vieram robustos. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse também na quinta (27) que números e expectativas fiscais melhores explicam parte do comportamento mais benigno do real.

Além desses fatores, o câmbio tem estado amparado pelo início da alta de juros pelo Banco Central em março. A previsão é de que a Selic, hoje em 3,5% ao ano, vá para 5,50% ao fim de 2021, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

A queda do dólar ante o real neste momento acontece pelo carry trade, prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e dos juros. Nela, o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país, no caso, os Estados Unidos, para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior, como o Brasil.

Dessa forma, acontece uma entrada de dólares no Brasil, o que reduz a taxa de câmbio.