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Bolsa sobe 5% em julho e tem melhor mês desde março

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado de ações encerrou julho dando sinais de forte recuperação. O esfriamento da economia dos Estados Unidos sugeriu a investidores que a política de elevações agressivas de juros no país pode estar chegando ao limite. Esse contexto beneficia aplicações em renda variável, em desfavor da renda fixa atrelada ao dólar.

No Brasil, o índice Ibovespa subiu 4,69% neste mês, o maior crescimento mensal desde março. A recuperação ocorre após uma queda de 11,5% em junho —o pior desde o mergulho de quase 30% em março de 2020, quando o início da pandemia desnorteou investidores.

No fechamento desta sexta-feira (29), o indicador de referência da Bolsa de Valores brasileira avançou 0,55%, a 103.164 pontos. A melhor pontuação desde 10 de junho foi assegurada pela forte alta das ações de empresas do ramo petrolífero. Entre os principais destaques, os papéis preferenciais da Petrobras dispararam 5,76%.

O desempenho doméstico acompanhou o momento positivo do exterior, principalmente do mercado americano. Em Nova York, o indicador parâmetro S&P 500 saltou 9,11% em julho, atingindo o maior ganho mensal desde novembro de 2020.

No mercado de câmbio brasileiro, o dólar avançou 0,17%, fechando o dia cotado a R$ 5,1730. Apesar da ligeira alta diária, a moeda americana perdeu 1,12% em julho e, com isso, acumula uma queda de 7,22% neste ano.

No exterior, o dólar teve desempenho negativo contra a maior parte das moedas, conforme o indicador que compara o valor da divisa ao de outras moedas.

No Brasil, porém, o resultado do câmbio neste pregão pode ter sido influenciado pela formação da Ptax de julho, taxa que serve de referência para liquidação de contratos em dólar.

No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições.

A última semana de julho foi amplamente favorável aos investimentos em ações, considerados mais arriscados. Dados sobre a desaceleração inesperada na economia dos Estados Unidos pesaram de forma significativa.

"Houve uma mudança brusca no cenário na última semana de julho", disse Sérgio Zanini, gestor da Galapagos Capital, ao comparar o ambiente atual com o do início do mês, quando o temor de uma inflação global descontrolada e a aceleração das taxas de juros direcionavam as decisões do mercado.

Na quinta-feira (28), o governo americano informou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país caiu a uma taxa anualizada de 0,9% no último trimestre. A expectativa do mercado era uma alta de 0,5%.

A segunda desaceleração trimestral consecutiva da economia dos EUA preenche o critério mais utilizado para classificar uma recessão.

Isso reduziu as apostas de investidores para altas mais agressivas na taxa de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

Na quarta-feira (27), o Fed já havia sinalizado que poderia limitar a continuidade do seu programa de aumento progressivo dos juros, a depender de outros indicadores da atividade econômica, embora tenha aplicado uma nova alta de 0,75 ponto percentual em sua taxa.

Sem a esperança de que os juros podem subir em ritmo ainda mais forte, houve diminuição no interesse pelo retorno dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

A taxa de referência para o crédito nos EUA tem agora uma meta máxima de 2,5% ao ano. Já a inflação anual no país está em 9,1%, a maior em quatro décadas.

Além do mercado de ações, a renda fixa de países que pagam juros altos também se torna atraente com a redução da expectativa sobre a taxa do Fed.

No Brasil, a taxa básica de juros é de 13,25%, para uma inflação acumulada em 12 meses de de 11,89%. Esse diferencial de juros favorece a entrada de dólares no país.

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