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Bolsa sobe 2,17% com deflação em agosto no Brasil e estímulos na China

***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Indicadores do mercado financeiro refletiram nesta sexta-feira (9) o otimismo de investidores com a desaceleração da inflação no país e anúncios de estímulos econômicos na China, principal parceiro comercial do Brasil, entre outros fatores no exterior que resultaram em um fechamento semanal positivo nas principais Bolsas do planeta.

Ações de grandes exportadores de matérias-primas metálicas apresentaram forte alta na Bolsa de Valores brasileira, impulsionando um ganho de 2,17% para o índice Ibovespa, que avançou aos 112.300 pontos. A siderúrgica CSN disparou 8,87%. A mineradora Vale saltou 7,81%.

Os ganhos desta sexta ajudaram o Ibovespa a acumular alta de 1,30% nesta semana. No ano, a Bolsa sobe 7,13%.

Ações de empresas do varejo, transporte e construção civil também ganharam força na Bolsa nesta sexta. A construtora MRV subiu 6,84%. Grandes varejistas, Americanas e Via escalaram 9,31% e 6,89%, nessa ordem. As companhias aéreas Gol e Azul avançaram 7,58% e 7,35%.

Esses são segmentos beneficiados pela queda da inflação e pela expectativa de que, com a desaceleração dos preços ao consumidor, os juros parem de subir. São negócios que dependem do aumento da capacidade de consumo da população.

Dados do IBGE apontaram nesta sexta que o IPCA (índice oficial de inflação) caiu 0,36% em agosto, acumulando alta de 8,73% em 12 meses.

"O Ibovespa subiu puxado pelo mercado internacional e indicadores econômicos positivos no Brasil", comentou Igor Cavaca, chefe de gestão de investimentos da Warren.

Cavaca também destacou que a deflação de agosto, assim como ocorreu em julho, fortalece a esperança de que o Banco Central tenha, de fato, encerrado o ciclo de elevação da taxa de juros.

"Uma nova deflação do IPCA reforça a manutenção da taxa Selic em 13,75% até o final deste ano. Adicionalmente vimos produção de veículos subir, o que reforça [a expectativa para] o crescimento do PIB acima do que era previsto há alguns meses", disse o especialista da Warren.

A produção de veículos leves e pesados atingiu o seu melhor resultado dos últimos 19 meses, segundo a Anfavea (associação das montadoras).

Em linhas gerais, o mercado global teve um dia positivo, após uma sessão de volatilidade na véspera, quando o mercado pesou mais um aumento de juros em uma das principais economias do planeta.

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou na quinta-feira (8) uma alta de 0,75 ponto percentual em sua taxa de juros na tentativa de conter a inflação na região. Esse foi o segundo ajuste consecutivo, após a alta de 0,50 ponto em julho, elevando a taxa para 1,25% ao ano. É o nível mais alto desde 2011.

A reabertura das economias após o avanço da vacinação contra a Covid vem gerando uma demanda por bens e matérias-primas superior à capacidade de produção, ainda afetada pelas restrições impostas pela pandemia. O processo de inflação mundial provocado por esse desequilíbrio obriga bancos centrais em todo mundo a tornar o crédito mais caro. Isso tira dinheiro de circulação e, em tese, diminui os preços ao consumidor.

Igor Cavaca, da Warren, avalia que o otimismo desta sexta também esteve relacionado às estimativas de analistas para uma ligeira desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Os dados de agosto serão divulgados na próxima terça (13). Pesquisa da Bloomberg indica queda de 0,01% no índice mensal de preços.

Em Nova York, nesta sexta, os três principais índices de ações subiram. S&P 500, Dow Jones e Nasdaq encerraram o dia com ganhos de 1,53%, 1,19% e 2,11%.

No acumulado desta semana, o S&P 500, que é o parâmetro para o mercado de ações americano, avançou 3,65%, após três semanas em queda.

Na Europa, as Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiram 1,23%, 1,41% e 1,42%, respectivamente. O ganho diário ajudou o índice que acompanha as 50 principais empresas da zona do euro a ganhar 0,72% nesta semana.

Na Ásia, a Bolsa de Hong Kong fechou em alta de 2,69%, revelando o entusiasmo de investidores com decisões de Pequim sobre estimular setores da economia prejudicados pela crise imobiliária, inflação e medidas de restrição ao vírus da Covid-19.

DÓLAR CAI COM VALORIZAÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS

Quando valorizados, setores do mercado ligados à exportação de materiais básicos tendem a favorecer a queda da taxa câmbio, pois atraem dólares de investidores estrangeiros. Isso aconteceu nesta sexta.

O dólar comercial à vista caiu 1,15%, cotado a R$ 5,1470. O real também encerrou o dia como a moeda mais valorizada entre as divisas de países emergentes.

No decorrer da semana, a moeda americana apresentou desvalorização de 0,77% em relação ao real.

"A gente teve a alta das commodities e o mercado reagindo de forma positiva mundo afora", comentou Patrícia Krause, economista-chefe para a América Latina da Coface.

Os contratos futuros de minério de ferro nas Bolsas de Dalian e Cingapura subiram para máximas de duas semanas, registrando seus maiores ganhos semanais em seis semanas. A China é a maior produtora mundial de aço.

Além de dar sinais de que pretende adotar uma política monetária com foco no aquecimento da economia, o governo chinês também anunciou novas medidas para estimular o investimento, como em novos projetos de infraestrutura, reportou a agência Reuters.

O apoio intensificado da China a um mercado imobiliário em dificuldades deu sustentação a commodities ferrosas, juntamente com "um esforço agressivo para aumentar os gastos com infraestrutura, já que Pequim procura apoiar o crescimento diante dos lockdowns da Covid-19", disseram estrategistas de commodities do ANZ, em nota.

Na quarta-feira (7), dados fracos da balança comercial da China tinham provocado fortes baixas nos preços de matérias-primas e nas ações de exportadores. O principal destaque foi o recuo do petróleo a valores anteriores aos praticados antes do início da Guerra da Ucrânia.

Nesta sexta, a commodity tinha o seu segundo dia de recuperação moderada. O barril do petróleo Brent subia 3,45%, cotado a R$ 92,23 (R$ 476,15) no final da tarde. A semana, porém, terminava com uma queda acumulada de 0,85%.

Apesar das baixas recentes, o Brent agrega 18,6% de ganhos em 2022.