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Bolsa sobe 1,6% e renova recorde nominal com PIB melhor do que o esperado

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ibovespa fechou em alta de 1,63%, a 128.267,05 pontos, nesta terça-feira (1º), com dados melhores do que o esperado para o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre deste ano.

A economia brasileira cresceu 1,2% no período na comparação trimestral, acima do previsto pelo mercado. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB cresceu 1,0%, primeira taxa positiva nessa comparação desde o fim de 2019. Nos últimos 12 meses, ainda há retração de 3,8%.

Com os dados positivos, que melhoraram previsões de crescimento para o resto do ano, o dólar caiu 1,47%, para R$ 5,1460, menor valor desde 21 de dezembro e a maior queda percentual diária desde o último 6 de maio, quando cedeu 1,61%.

O risco-país medido pelo CDS de cinco anos, por outro lado, caiu 1,8%, a 168,6 pontos na sessão, menor nível desde fevereiro.

O CDS funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação às economias dos países, especialmente emergentes. Se o indicador sobe, é um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do país; se ele cai, o recado é o inverso.

Os juros futuros, por outro lado, pouco se moveram no pregão. Juros futuros são taxas de juros esperadas pelo mercado nos próximos meses e anos. São a principal referência para o custo de empréstimos que são liberados atualmente, mas cuja quitação ocorrerá no futuro.

A maior queda, em um sinal de menos aversão a risco, foi no juro para janeiro de 2033, que foi de 9,23% na véspera para 9,17% nesta terça.

Segundo Victor Scalet, estrategista macro da XP, os índices refletem uma revisão de expectativas para o Brasil.

"Já chegamos a ter projeção de 96% de dívida-PIB, e hoje está próximo de 84%. Não é que o risco fiscal desapareceu, ainda temos dívida muito elevada e reformas são necessárias, mas tivemos alívio pela arrecadação maior e pelo efeito da inflação", diz.

Após a divulgação do PIB, Goldman Sachs e Bank of America elevaram suas projeções anuais para 5,5% e 5,2%, respectivamente. Na semana passada, o Itaú Unibanco elevou a sua para 5%.

"Os números do trimestre confirmam uma recuperação mais forte da economia", reforçou o estrategista-chefe do banco digital Modalmais, que revisou sua projeção para crescimento de 4,6% no ano após os dados.

"Para as próximas leituras, avaliamos que o impacto limitado da segunda onda da pandemia, a retomada do auxílio emergencial e o avanço na vacinação apontam para um sólido crescimento em 2021", acrescentou em comentário a clientes.

"A perspectiva para o segundo semestre é otimista. Além disso, a expectativa de vacinação também melhora a expectativa", afirma Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha.

O real foi a moeda que se valorizou nesta sessão, que também foi favorável às commodities.

O barril de petróleo Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,3%, a US$ 70,25 o barril, após atingir US$ 71 dólares anteriormente na sessão -o seu preço máximo intradia desde 8 de março.

Analistas esperam um recuo de 2,1 milhões de barris na semana passada nos estoques de petróleo dos Estados Unidos.

Outro fator que beneficiou o óleo foi a decisão da Opep+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) de continuar com a redução nos cortes de oferta, com produtores equilibrando a expectativa de recuperação da demanda frente à possibilidade de aumento no bombeamento do Irã.

Com a alta do petróleo, as ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras subiram 1,56%.

Na China, os contratos futuros do minério de ferro saltaram mais de 7%, em meio a notícias de que o polo siderúrgico de Tangshan planeja aliviar exigências de cortes de produção.

A Vale, porém, cedeu 1,38%. A empresa anunciou interromperá operações de Sudbury após empregados rejeitarem acordo coletivo.

Em Nova York, Wall Street fechou perto da estabilidade em retorno de feriado. O S&P 500 teve leve queda de 0,05%. Dow Jones subiu 0,13% e Nasdaq cedeu 0,09%.

Na Bolsa brasileira, a maior alta foi da BRF, que disparou 9,55%, em sessão marcada por leilão com ações da empresa de alimentos, que teve o JPMorgan como corretora nas duas pontas. O banco americano também atuou como assessor financeiro da Marfrig na aquisição de cerca de 24% do capital da BRF anunciada no mês passado.

A Americanas avançou 7,59%, com o índice do setor de consumo na bolsa subindo 2,15%, em meio às perspectivas mais positivas para a economia brasileira. A B2W valorizou-se 6,54%, enquanto a Via Varejo subiu 6,63%; Magazine Luiza avançou apenas 0,94%. Também por conta do clima mais positivo sobre a economia brasileira, Itaú Unibanco subiu 3,64% e Bradesco avançou 2,27%.

Ultrapar fechou em alta 7,25%, em meio a uma notícia sobre a venda de sua unidade química Oxiteno. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a empresa de private equity Advent, a fabricante americana de produtos químicos Stepan e a tailandesa Indorama estão disputando a companhia.

Já a Locaweb caiu 5,54%, em meio a ajustes após forte recuperação na última quinzena de maio, embora tenha terminado o mês com variação negativa de 9%.