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Bolsa sobe 1,59% após decisão do Copom e alívio com a China

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira fechou nesta quinta (23) em alta de 1,59%, a 114.064 pontos. É o terceiro avanço seguido do Ibovespa após o recuo à casa dos 108 mil pontos na segunda-feira (20), quando uma onda de temor tomou conta dos mercados globais devido ao risco calote da gigante do ramo imobiliário chinês Evergrande. O dólar subiu 0,16%, a R$ 5,3120.

O Ibovespa, principal índice da B3, acumula crescimento semanal de 2,26%. No mês, porém, o saldo é de queda de 3,97%.

O momento de recuperação da Bolsa coincidiu nesta quinta com a invasão do edifício-sede da B3, na região central da capital, por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e da frente Povo Sem Medo, que protestaram contra a fome gerada pela crise econômica.

Em nota, a B3 comentou que a manifestação ocorreu de forma pacífica e foi encerrada, não tendo havido impacto para as operações de mercado.

Analistas atribuem o desempenho da Bolsa nesta quinta a três fatores: às negociações na China para que a crise da Evergrande não resulte em uma quebradeira no mercado imobiliário local; à manutenção do ritmo moderado do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) na retirada de estímulos à economia americana e, no Brasil, à sinalização de que o Banco Central seguirá atuando para controlar a inflação.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou a taxa básica de juros -a Selic- em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, nesta quarta-feira (22).

No comunicado, o BC indicou que fará nova elevação na mesma magnitude na próxima reunião, no fim de outubro, o que levaria a taxa para 7,25%.

O aumento da Selic cria a previsão de normalização da inflação em 2023, segundo Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora.

Em destaque entre os papéis mais negociados do pregão, Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) avançaram 3,46% e 4,44%.

Em relação à Evergrande, o mercado celebrou a decisão da incorporadora em acertar o pagamento de juros de títulos de investidores chineses com vencimento para esta quinta.

"Em linha com as notícias sobre a Evergrande, o minério de ferro também recuperou parte do valor perdido, o que beneficia empresas com peso importante no Ibovespa", diz Flávio de Oliveira, head de renda variável da Zahl Investimentos.

As ações da Vale (VALE3), que vinham refletindo a turbulência chinesa, fecharam em estabilidade nesta quinta. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,83%.

Nos Estados unidos, o bom humor se deve à decisão do Fomc, comitê de política monetária do Fed, de manter um ritmo gradual de redução das compras mensais de títulos. A taxa de juros foi mantida na atual meta de 0% a 0,25% ao ano.

O relatório reforçou a possibilidade, porém, de que o aumento dos juros pode ser acelerado, com 9 dos 18 formuladores de políticas do Fomc projetando que a alta deve ter início em 2022. Antes, a maioria indicava o aumento apenas em 2023.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, afirma que, apesar da mudança de posicionamento de alguns diretores do Fed, ela segue acreditando que os juros só irão subir no segundo trimestre de 2023, uma vez que a inflação mais alta deve se provar temporária.

"O fato é que os juros, independente de começarem a subir no ano que vem ou no próximo, seguirão um ritmo de elevação também gradual. Em outras palavras, um cenário externo ainda relativamente favorável para o Brasil", diz.

A Embraer (EMBR3) subiu 12,16%, a maior alta do dia na Bolsa brasileira. A fabricante de aeronaves informou nesta quinta que seu braço de mobilidade urbana, a Eve, fechou acordo com a Bristow para buscar certificação de operador aéreo para a produção de cem carros voadores.

Em Wall Street, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em alta de 1,48%, 1,21% e 1,04%, respectivamente.

O petróleo Brent, referência mundial, subiu 1,35%, a US$ 77,22 (R$ 408,42).

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