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Bolsa sobe 0,78% apoiada em commodities

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, reverteu a queda do início do pregão e encerrou com alta de 0,78%, aos 120.355 pontos, descolando das Bolsas internacionais. O giro financeiro foi de R$ 52,7 bilhões. O índice subiu apoiado em um repique global dos preços de commodities e menores temores de alta de juros nos Estados Unidos, com Vale e Petrobras entre as líderes de ganhos. Vale subiu 2,62%, a R$ 96,35 e Petrobras terminou com ganhos de 4,14% (ordinárias, com direito a voto), a R$ 29,68 e 4,04% (preferenciais, sem direito a voto), a R$ 29,59. Outro destaque foi Embraer, que disparou 14,1%. A companhia divulgou na sexta-feira passada um relatório mostrando aceleração nas entregas de aeronaves no quarto trimestre, embora no ano como um todo os envios aos clientes caíram quase 35%. Além disso, também há a expectativa que depois do fracasso das negociações com a Boeing, um novo acordo possa ser firmado com a Lufthansa. O pregão ainda marcou a estreia das ações da empresa de painéis de publicidade Eletromidia e da companhia de tratamento de resíduos ambientais e geração de biogás Orizon. A aposta numa recuperação mais robusta da economia global ganhou força, após a divulgação de dados de vendas no varejo e de produção industrial, ambos de janeiro, acima das expectativas nos EUA. O receio de que um aumento de juro esteja a caminho diante de uma esperada alta da inflação nos EUA, o que manteve os principais índices de Wall Street no vermelho durante boa parte da sessão, foi aliviado à tarde quando na ata da última reunião, o Fed se comprometeu com a política monetária acomodatícia. O Fed divulgou nesta tarde a ata de sua última reunião de política monetária. No documento, o banco central reiterou sua tolerância com uma inflação acima de 2% pelo tempo necessário para que a média da inflação fique na meta com o tempo. De todo modo, no Brasil o aumento da previsão de inflação, explicitada no boletim Focus, fez a maior parte do mercado passar a ver alta da Selic ainda neste ano, diante da "renovação do auxílio emergencial, da desaceleração mais modesta da atividade no primeiro trimestre e da nova alta das commodities no mercado internacional", afirmou o Banco Inter em relatório. O dólar, por sua vez, voltou do feriado em firme alta, impondo ao real o posto de moeda com pior desempenho global nesta quarta-feira, com os negócios influenciados por um rali global da divisa norte-americana e por persistentes incertezas de ordem fiscal no Brasil. A cotação negociada no mercado à vista subiu 0,72%, a R$ 5,4130. Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de rivais de países ricos subia 0,25%, indo a máximas desde o começo da semana passada. Moedas de risco e/ou de países com juros baixos estavam entre as maiores quedas na sessão, com destaque para coroa norueguesa (-0,75%), franco suíço (-0,7%) e dólar da Nova Zelândia (-0,4%). Aqui, o cenário para as contas públicas e reformas segue sob os holofotes, em meio a riscos de que uma volta do auxílio emergencial ocorra de forma a ameaçar o teto de gastos —considerado a âncora fiscal do país neste momento. Além disso, investidores voltaram a colocar nos preços algum ruído sobre medidas do governo voltadas aos caminhoneiros. Segundo o analista da Toro, Daniel Herrera, também pesou no noticiário brasileiro a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). "Isso pode dar uma bagunçada na agenda do Congresso. Se na semana passada discutíamos auxílio emergencial e reformas, agora precisaremos esperar para ver como será o andamento dos próximos dias", disse.