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Bolsa sobe 0,5% e se aproxima de recorde

JÚLIA MOURA
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de recuperar as perdas de 2020, a Bolsa brasileira caminha para um novo recorde histórico. Nesta quinta-feira (17), o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, a 118.400,57 pontos, seu terceiro pregão seguido de valorização. Durante a sessão, o índice foi a 119.027 pontos na máxima, próximo do recorde de fechamento de 119.527,63 pontos do dia 23 de janeiro. Agora, para igualar a marca, o índice precisa subir 0,95%. Os últimos pregões têm refletido o otimismo de investidores com o início da vacinação contra a Covid-19 nas principais economias do mundo, em meio a perspectivas de novos estímulos econômicos nos Estados Unidos. Democratas e republicanos seguem em negociação para aprovar um pacote de US$ 900 bilhões, que deve incluir transferência de renda direta para famílias, ampliação de crédito para as pequenas empresas e para o setor aéreo. Mais de US$ 3 trilhões em ajuda governamental em resposta à pandemia levaram a um crescimento econômico recorde dos Estados Unidos no terceiro trimestre. Outro fator para a alta da Bolsa é a desvalorização do real, que deixa ações brasileiras atrativas para estrangeiros, contribuindo para alta do Ibovespa e queda do dólar. Nesta quinta, o dólar caiu 0,52%, a R$ 5,08. O turismo está a R$ 5,25. O dólar ainda sobe 26,6% em 2020 ante o real, mas em dezembro recua 5%. No exterior, o índice que mede a força do dólar foi ao menor patamar desde 2018, enquanto as Bolsas em Wall Street renovavam máximas recordes e os preços do petróleo tinham a quarta sessão seguida de alta. O índice S&P 500 subiu 0,58% e o Dow Jones, 0,49%. Nasdaq teve alta de 0,84%. O barril de Brent (referência internacional do petróleo) sobe 0,88%, a US$ 51,53, ao fim do pregão. Nos EUA, a vacinação começou nesta semana, enquanto na União Europeia a expectativa é que a imunização se inicie pouco depois do Natal. O Reino Unido já vacina segmentos específicos da população. Para o mercado, a vacinação permitirá uma reabertura mais ampla da economia, dando espaço para uma recuperação sólida da atividade, cenário que beneficia ativos sensíveis a ciclos econômicos, como os de mercados emergentes. "O contínuo avanço do vírus, a volta de medidas restritivas para contê-lo, e a consequente deterioração do mercado de trabalho americano mantém as preocupações quanto ao crescimento em alta", disse a equipe da Guide Investimentos em relatório a clientes. Nesta quinta, o Departamento do Trabalho dos EUA reportou aumento nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego no país, que totalizaram 885 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 12 de dezembro, em comparação com 862 mil na semana anterior. Economistas previsam 800 mil solicitações. O desemprego parece acompanhar o aumento nas novas infecções por Covid-19 no país. "A piora naturalmente acompanhou a reintrodução de medidas de isolamento social mais severas em importantes estados do país. A curto prazo, a única forma de amenizar este quadro será uma política fiscal expansionista", diz a Guide. Na quarta (16), o Fed (banco central dos EUA) manteve a taxa de juros americana perto de zero e prometeu continuar injetando mais dinheiro na economia por meio da compra de ativos para combater a recessão. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o ritmo da melhora econômica havia se moderado e que o caminho à frente permanece "altamente incerto".