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Bolsa salta com mercado cogitando Meirelles em eventual governo Lula e 2º turno

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - Movimentação na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - Movimentação na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores apresentou forte recuperação nesta sexta-feira (30) em relação às baixas desta semana, o que contribuiu para que o mercado de ações brasileiro terminasse o terceiro trimestre com desempenho positivo e na contramão das baixas registradas no exterior.

No último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais, participantes do mercado atribuíram a alta da Bolsa aos números positivos sobre a geração de empregos, ao suposto aumento da chance de segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT), e até mesmo a rumores quanto à confirmação de Henrique Meirelles em um eventual governo de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

O Ibovespa fechou em alta de 2,20%, aos 110.036 pontos pontos. Embora o resultado do dia não tenha evitado uma baixa semanal de 1,50%, o desempenho trimestral do indicador parâmetro das ações brasileiras ficou positivo em 11,66%.

O dólar comercial terminou perto da estabilidade, em um dia em que a taxa de câmbio balançou entre altos e baixos. A cotação comercial da moeda americana à vista subiu 0,03%, a R$ 5,3950 na venda.

Às 14h30, o Ibovespa havia atingido o pico de 110.502 pontos desta sessão, uma hora depois do site da revista "Veja" ter publicado que integrantes da campanha do petista afirmaram que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles seria o ministro da Fazenda de Lula.

Meirelles negou ter recebido o convite para comandar a pasta, em entrevista concedida no final da tarde ao site da empresa de conteúdo para investidores TC. "Eu não recebi nada disso", afirmou. O ex-ministro disse, porém, que está aberto para conversar com Lula. "Dei meu telefone pessoal para ele."

Rodrigo Cohen, co-fundador da Escola de Investimentos, diz que "faz todo o sentido" o mercado demonstrar otimismo quando o nome de Meirelles é cogitado. "O Lula é uma incógnita. Quando ele fala uma coisa e é algo positivo, e ele estando na liderança, isso é muito positivo. Meirelles é muito bem visto pelo mercado, que age muito emocionalmente", comentou.

Para Marcelo Oliveira, fundador da casa de análises Quantzed, o desempenho dos concorrentes de Lula no debate da rede Globo, na véspera, pode ter indicado ao mercado que as chances de segundo turno aumentaram.

"Acredito que tenha sido o efeito ganha-ganha de um possível segundo turno e o Lula tendo que anunciar nomes mais aceitáveis pelo mercado a fim de conseguir alianças para o segundo turno", comentou Oliveira, que não descarta que Meirelles também tenha ajudado a melhorar ainda mais o humor dos investidores.

Rodrigo Marcatti, presidente da Veedha Investimentos, ressalta que o Ibovespa já avançava antes da aparição de Meirelles no noticiário. "A Bolsa esteve forte o dia inteiro. Não acho que foi por causa do Meirelles."

Dados sobre a economia China também podem ter contribuído com o resultado positivo da Bolsa.

Cassiano Konig, sócio da GT Capital Investimentos, destacou que o índice que acompanha as compras da indústria no país apresentou uma melhora inesperada e voltou a crescer.

A China é o principal destino de mercadorias básicas exportadas pelo Brasil, principalmente as chamadas commodities metálicas, como o minério de ferro.

Ações desse segmento apresentaram forte alta na Bolsa. Usiminas, CSN e Vale dispararam 7,43%, 5,65% e 5,28%.

A Petrobras ganhou 1,67%. Os chineses também são os principais consumidores de petróleo do planeta.

No mercado internacional, porém, a matéria-prima era negociada em baixa de 0,60%, com o barril do Brent cotado a US$ 87,96 (R$ 454,49) no encerramento do dia.

Depois de uma forte alta no início deste ano, o petróleo caiu 23,4% no terceiro trimestre. É a maior queda trimestral desde o início da pandemia, em 2020.

Analistas de mercado destacaram pela manhã, em relatórios a investidores, números sobre a geração de empregos no Brasil.

A taxa de desemprego recuou para 8,9% no trimestre até agosto, informou nesta sexta-feira (30) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o menor índice da série histórica comparável desde o período encerrado em agosto de 2015.

Rodolfo Margato, economista da XP, lembra que os números estão alinhados às estimativas do mercado.

Relatório da CM Capital considerou que "a queda do desemprego segue como um reflexo direto da retomada das áreas que foram mais afetadas pelas medidas de restrição à mobilidade impostas ao longo dos dois anos mais intensos da pandemia".

Após os estragos causados pela pandemia, a abertura de vagas foi beneficiada pela vacinação contra a Covid-19. O processo de imunização permitiu a reabertura de negócios e a volta da circulação de pessoas.

BOLSAS GLOBAIS AFUNDAM NO TERCEIRO TRIMESTRE

Nos Estados Unidos, os principais índices de ações fecharam o trimestre com fortes baixas. O indicador Dow Jones mergulhou 6,66% no período.

Esse índice acompanha as ações de 30 das maiores empresas da Bolsa de Nova York e sua queda anual acumulada em quase 21% é um sintoma do temor de investidores de que a política monetária de juros altos do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) conduzirá o país e o mundo a uma forte desaceleração econômica.

Referência para a Bolsa americana, o índice S&P 500 tombou 5,28% no trimestre. A Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia com grande potencial de crescimento, afundou 4,11%.

A semana dos mercados globais ainda foi marcada pela forte venda de títulos da dívida do Reino Unido, o que aprofundou a queda do valor da libra esterlina frente ao dólar.

A crise foi desencadeada por um plano de corte de impostos anunciado pelo governo britânico, cujo efeito esperado é aquecer a economia. O problema é que esse tipo de estímulo vai na contramão da agressiva elevação de juros adotada pelo banco central britânico para frear a inflação.