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Bolsa salta 3,3% minutos após Bolsonaro recuar em carta escrita com Temer

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira deu um salto de 3,3% um intervalo de 15 minutos, em uma reação do mercado à divulgação da carta em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recua dos ataques feitos ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante as manifestações de raiz golpista de 7 de setembro.

Com essa alta, o Ibovespa, principal índice da B3, reverteu o sinal e fechou o dia em alta. O dólar, que já estava em queda, aprofundou a baixa em relação ao real.

Às16h30, o índice operava a 112.621 pontos, sinalizando que o índice terminaria com um recuo de cerca de 0,5%. Após a carta ser divulgada, no entanto, a Bolsa passou a operar em alta e às 16h45 já estava a 116.353,62 pontos, a máxima do dia –um salto de 3,3% em apenas 15 minutos.

O Ibovespa acabou fechando o dia aos 115.360,86 pontos, com alta de 1,72%.

Na véspera o Ibovespa caiu quase 4% após Bolsonaro atacar ministros do STF.

A carta desta quinta, em que Bolsonaro afirma que "nunca teve nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes", foi escrita com a ajuda do ex-presidente Michel Temer (MDB), visto como conciliador por agentes do mercado financeiro.

O dólar, que caminhava para um recuo inferior a 1%, acelerou a queda após a divulgação do comunicado, encerrando o dia com baixa de 1,84%, cotado a R$ 5,2270.

As reações do Ibovespa e do dólar nos últimos minutos do pregão foram integralmente atribuídas à carta de Bolsonaro, segundo analistas.

"Avalio que os mercados acabam reagindo melhor à nota do presidente, aconselhado por Michel Temer, de perfil mais conciliador", disse Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. Ele lembrou que o documento deve desagradar parte da base de Bolsonaro, mas "é mais condizente com os pressupostos democráticos".

"O passo atrás de Bolsonaro diminui riscos e acalma, marginalmente, os ânimos que sugeriram rupturas. De todo modo, avalio que não se trata de algo suficiente para abarcar novos ou ex-eleitores. Trata-se do início de uma reconsideração que, pelo menos, pode voltar a trazer à mesa perspectivas sobre reformas, ainda que diminutas, neste momento se afastam do 0% de chance de avançarem."

Virgilio Lage, especialista da Valor Investimentos, lembrou que o dia também viu o movimento dos caminhoneiros diminuir.

“Basicamente, a alta no Ibovespa e a queda do dólar perto do final do pregão ocorreram devido à divulgação da nota oficial, amenizando o conflito entre os Poderes e também a situação da greve dos caminhoneiros”, afirmou.

A expectativa para os próximos dias, segundo Lage, é que a sinalização de estabilidade traga de volta à Bolsa investidores estrangeiros afugentados pela crise local. “Resolvidas essas questões políticas, as perspectivas macroeconômicas são positivas”, disse.

Ao se manifestar publicamente a respeito da crise institucional, Bolsonaro colocou "panos quentes" sobre as suas próprias declarações, o que, na avaliação do mercado, reduz o risco, segundo Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

“Esse tipo de postura, que reduz risco, é louvável e diretamente respondida pelos investidores, vide a reviravolta do mercado”, disse Ribeiro.

Apesar do alívio, o cenário do mercado brasileiro, com dúvida sobre o andamento da pauta econômica, crise hídrica, inflação elevada e movimentação de caminhoneiros, entre outros fatores, deve continuar ditando volatilidade.

Esses componentes, combinados com ruídos no exterior, tiram a visibilidade do investidor, segundo o responsável pela mesa de ações da Western Asset, Naio Ino. "O momento segue de cautela."

No exterior, o índice S&P 500 terminou em baixa após os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA amenizarem temores de uma desaceleração da recuperação econômica, mas alimentarem receios de que o Fed possa agir mais cedo do que o esperado.

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