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Bolsa perde os 122 mil pontos influenciada por Copom e ações de grandes empresas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Movimentação de pessoas pela Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Movimentação de pessoas pela Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira voltou a perder o patamar dos 122 mil pontos, com os investidores na expectativa para a decisão sobre a taxa básica de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) e diante de uma queda em peso nas blue chips –ações de empresas consolidadas e que negociam grandes volumes na Bolsa.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, encerrou o pregão em queda de 1,44%, aos 121.801 pontos.

A projeção do mercado é que o Copom decida por uma alta de 1 ponto percentual na Selic na reunião desta quarta, levando a taxa básica para 5,25% ao ano.

“Além disso, a expectativa também é por um comunicado mais rígido, visando o combate da inflação e sinalizando no mínimo um aumento 0,75 p.p para o próximo encontro a depender da aceleração da inflação, que, levando em conta o preço de energia e das matérias primas não deve dar folga”, afirmou o analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro.

A decisão do Copom deve ser divulgada ainda nesta quarta, por volta das 18h.

Para Romero Oliveira, diretor de renda variável da Valor Investimentos, também continuam a pesar no Ibovespa as tensões políticas e fiscais no cenário local. O mercado externo fraco corroborou com a queda do índice no pregão.

“Temos bastante temática vinda de Brasília, com a política e questões fiscais ainda repercutindo no pregão. Temos a questão das reformas tributária e administrativa, PEC [Proposta de Emenda Constitucional] dos precatórios e o impasse sobre o novo Bolsa Família, além de o Bolsonaro também ter dado sequência, nesta quarta, às críticas ao sistema eleitoral eletrônico”, disse.

Além do noticiário macroeconômico, uma queda em massa entre as blue chips também acabou influenciando o recuo da Bolsa de Valores brasileira.

Entre as piores quedas estavam os papéis do Bradesco, que recuaram 4,36% (preferenciais, sem direito a voto) e 3,67% (ordinárias, com direito a voto). O banco, que divulgou seu resultado na véspera, sentiu o fraco resultado de seu braço de seguros no balanço –que, segundo analistas, também veio abaixo das expectativas do mercado.

O Bradesco registrou lucro de R$ 6,3 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 63,2% em relação a igual período de 2020. A Bradesco Seguros, seguradora do banco, teve lucro líquido de R$ 655 milhões no período, queda de 51,8%.

"É difícil estimar a rapidez com que os números de seguros vão reagir", afirmou a equipe do BTG Pactual.

As ações da Petrobras também tiveram forte queda nesta quarta, com perdas de 2,01% (preferenciais) e de 3,42% (ordinárias).

No exterior, os dados fracos de geração de emprego divulgados pelos Estados Unidos e os temores sobre a variante delta do coronavírus impactaram os índices americanos. Dow Jones e S&P encerraram com quedas de 0,92% 0,46%, respectivamente. Nasdaq subiu 0,13%.

No câmbio, o dólar teve uma sessão bastante volátil, com os investidores também na expectativa pela decisão do Copom e dos ruídos fiscais domésticos. A moeda, que também refletiu o ambiente internacional, encerrou a sessão desta quarta (4) praticamente estável, com queda de 0,07%, a R$ 5,1880.

No contrabalanço, o índice do dólar subia 0,26% contra uma cesta de moedas.

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