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Bolsa passa a acumular alta em 2023 e dólar cai a R$ 5,20 com maior segurança sobre cenário político

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou em queda e a Bolsa em alta nesta terça-feira (10), após o mercado avaliar como positivas as reações de líderes políticos e autoridades aos atos golpistas praticados em Brasília no último domingo (8).

O desempenho dos indicadores resistiu até mesmo aos efeitos dos dados de inflação acima do esperado em dezembro 2022, divulgados nesta terça pelo IBGE.

O dólar comercial à vista fechou em baixa de 1,04%, a R$ 5,2020. O Ibovespa encerrou o dia com avanço de 1,55%, a 110.816 pontos. Assim, a Bolsa passa a acumular alta em 2023, de quase 1%.

Nos juros, somente os contratos com vencimentos mais curtos tiveram leve alta. A taxa para 2024 subiu de 13,58% do fechamento desta segunda-feira (9) para 13,60%. A taxa para 2025 caiu de 12,78% para 12,69%. Para 2027, a taxa recuou de 12,70% para 12,50%.

Essa queda nos juros mais longos tiveram influência nas ações de varejistas, que dominaram a lista de maiores altas do Ibovespa. A ação ordinária do GPA subiu mais de 8%, e as ordinárias de Magazine Luiza e Americanas avançaram mais de 7%.

No caso do GPA, o conselho de administração aprovou uma redução do capital da empresa de R$ 7,1 bilhões, com a transferência de ações da rede colombiana Éxito para seus acionistas.

Na tarde desta terça, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a prisão de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal. Moraes decretou também a prisão de Fabio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do DF.

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, afirmou que a "minoria golpista" que atacou as sedes dos Três Poderes no domingo conseguiu unir ainda mais as instituições, e classificou como "crimes" os atos praticados por esse grupo. Nesta terça, o Senado também aprovou a intervenção federal no DF, mesmo com voto contrário de bolsonaristas.

Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, o posicionamento firme de líderes políticos faz com que os investidores se sintam mais seguros sobre a situação no Brasil.

"Há também uma grande expectativa sobre as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que possamos ter uma clareza maior sobre a política econômica a ser adotada pelo governo", acrescenta o analista da Ativa.

Para os analistas da Levante Corp Research, a resposta do governo aos atos de domingo tem sido "enérgica", remediando o ambiente de desorganização institucional deixado pelo grupo antidemocrático que atacou Brasília.

Alexsandro Nishimura, economista e sócio da corretora BRA BS, lembra que o real perdeu, nos últimos dias, mais valor em relação ao dólar que outras moedas globais. "Com o prosseguimento do entendimento de fortalecimento das instituições democráticas, o real corrige com maior intensidade e se ajusta", explica Nishimura.

O começo do pregão desta terça teve mais influência dos dados de inflação e das notícias vindas do exterior. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 5,79% nos 12 meses de 2022, informou nesta terça-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em dezembro, a alta foi de 0,62%, ante 0,41% em novembro.

Segundo Arbetman, a primeira leitura do número foi negativa, mas o desdobramento da alta da inflação em dezembro mostra que ela foi provocada por itens muito pontuais, como Higiene Pessoal, o que também diminuiu a cautela dos investidores em relação aos ativos brasileiros.

No exterior, Jereme Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano, não deu sinais sobre a tendência para as próximas reuniões que vão decidir a trajetória dos juros nos Estados Unidos, em evento promovido pelo banco central da Suécia.

No primeiro momento, os índices de ações em Nova York subiram, mas rapidamente esse movimento perdeu força, e os indicadores passaram a operar próximos da estabilidade. Perto do fim do pregão, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100 registravam altas próximas de 0,50%.

"Esperava-se algum sinal de Powell sobre a aceleração do ritmo de aumento dos juros. Mas não houve. De qualquer forma, já se espera que as taxas superem o patamar de 5%, uma vez que os recentes aumentos não tiveram os impactos esperados no 'esfriamento' da economia", explica Vicente Guimarães, CEO da VG Research.

Para Jamie Damon, CEO do JP Morgan Chase, é possível que o Federal Reserve tenha que aumentar os juros acima do nível que é esperado atualmente pelo mercado.

Em entrevista ao canal Fox Business, segundo a agência Bloomberg, Dimon afirma que há 50% de chance de que o banco central americano eleve os juros para 6%. Mas o executivo também é a favor de uma pausa por parte do Fed para avaliar os efeitos dos juros mais altos na economia.