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Bolsa opera em queda, mas mantém patamar dos 109 mil pontos; dólar cai a R$ 5,32

O Globo
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SÃO PAULO —Depois de subir até 109 mil pontos, o Ibovespa opera no campo negativo nesta quarta-feira, seguindo os pregões dos EUA, com os investidores digerindo dados mais fracos da economia americana e incertezas sobre a situação fiscal do país. Além disso, amanhã será feriado nos Estados Unidos do Dia de Ação de Graças, o que traz mais cautela ao mercado.

O principal índice de ações brasileiro reua 0,34% aos 109.408 pontos. As principais ações do Ibovespa estão em queda. Os papéis ordinários (ON, com direito a coto) da Petrobras perdem 2,05% enquanto os preferenciais (PN, sem direito a voto) caem 1,64%. Entre os bancos, as ações PN do Bradesco recuam 1,64% e as PN do Itaú perdem 1,68%.

Ontem, o Ibovespa subiu mais de 2%, renovando máximas desde fevereiro, beneficiado pelo apetite a risco global com expectativa epositiva sobre a eficácia de vacinas contra o coronavírus, além de otimismo com a transição de poder nos EUA.

No câmbio, o dólar recua 0,91% e é negociado a R$ 5,32.

Os principais índices de Wall Street operam no negativo. O S&P 500 perde 0,34%; o Dow Jones recua 0,49% e o Nasdaq está estável. Analistas avaliam que o mau humor dos investidores é consequência do aumento nos pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos, sinalizando que a recuperação do mercado de trabalho está estagnada em meio a um aumento nas infecções por Covid-19.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 778 mil em dado com ajuste sazonal na semana encerrada em 21 de novembro, em comparação com 748 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA. Anaistas esperavam que o número ficasse em 730 mil.

Uma pesquisa da Reuters, avalia que o Ibovespa só deve voltar a se aproximar de suas máximas históricas em meados do próximo ano e ainda assim pode não confirmar o movimento dado o risco de uma nova onda de contágio pelo coronavírus e receios com o cenário fiscal no país.

Ainda assim, o Ibovespa deve zerar parte do prejuízo com os efeitos econômicos negativos da Covid-19 até o final de 2020, terminando o ano com uma um salto de 70% em relação às mínimas de março, mas ainda continuará relativamente distante do recorde de janeiro, quando quase bateu 120 mil pontos.

Estrategistas estimam que o Ibovespa fechará este ano em 108 mil pontos - nível 1,6% abaixo do fechamento da terça-feira e 6,6% menor do que o encerramento de 2019 - e alcance 117.500 pontos até a metade de 2021, segundo a mediana de 10 estimativas compiladas pela Reuters entre 12 e 23 de novembro.