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Bolsa fecha sessão estável e destoa dos pares nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após fechar em alta nos três últimos pregões, a Bolsa de Valores brasileira fechou a sessão desta quarta-feira (20) praticamente estável. O índice Ibovespa encerrou os negócios com leve alta de 0,04%, aos 98.286 pontos, destoando dos pares nos Estados Unidos, impulsionados pelas ações de tecnologia.

A Bolsa local sentiu o peso da forte queda das ações da Vale, que recuaram 2,16%. A empresa divulgou dados de produção de minério de ferro no segundo trimestre que vieram abaixo das expectativas dos analistas de mercado.

No câmbio, o dólar operou em alta firme frente ao real ao longo de todo o pregão, para fechar com ganhos de 0,79%, a R$ 5,4620, o maior valor desde 24 de janeiro (R$ 5,506), em uma sessão de maior cautela nas principais Bolsas globais, com os agentes de mercado atentos à decisão de política monetária na Europa prevista para esta quinta-feira (21).

DADOS DE PRODUÇÃO DA VALE FRUSTRAM ANALISTAS

A Vale informou na noite de terça-feira (19) que produziu 74,108 milhões de toneladas de minério de ferro no segundo trimestre deste ano, queda de 1,2% ante igual período de 2021.

A Vale ainda atualizou a previsão de produção para entre 310 milhões e 320 milhões de toneladas, contra expectativa anterior de 320 milhões a 335 milhões de toneladas para 2022, "para garantir maior flexibilidade em nossa produção devido às condições atuais do mercado".

"A Vale registrou um trimestre com números que, em sua maioria, desapontaram as nossas previsões", apontaram os analistas da corretora Ativa em relatório.

Eles disseram ainda que tinham a expectativa de que a mineradora viesse a atualizar a previsão de produção apenas um pouco mais à frente ao longo do segundo semestre. "O fato de antecipar a sua redução, todavia, não impressiona, uma vez que seria complicado para a Vale acelerar seu ritmo produtivo ao longo do segundo semestre em meio à conjuntura atual."

Ainda no setor de commodities, os papéis da Petrobras fecharam sem tendência definida, com alta de 0,85% das ações ordinárias, e queda de 0,03% das preferenciais. Na véspera, a empresa anunciou uma redução média de 4,9% do preço da gasolina.

NETFLIX SOBE COM PROJEÇÃO DE RECUPERAÇÃO DE ASSINANTES NO 3º TRIMESTRE

No mercado internacional, as Bolsas nos Estados Unidos iniciaram a sessão sem uma clara tendência definida, oscilando entre altas e baixas, mas se firmaram no campo positivo no início da tarde, impulsionadas pelas ações de tecnologia.

O destaque positivo ficou por conta da Bolsa de tecnologia Nasdaq, que marcou ganhos de 1,58%. Já o S&P 500, de maior abrangência, avançou 0,59%, enquanto o Dow Jones teve valorização de 0,15%.

Entre as maiores altas do dia no mercado americano, despontaram as ações da Netflix, com alta de cerca de 7,4%, após a empresa projetar que sua base de clientes voltará a crescer durante o terceiro trimestre, depois de registrar queda de 1 milhão de assinantes no segundo trimestre.

Já na Europa, a maioria das Bolsas fechou no campo negativo, com os investidores no aguardo da decisão de política monetária por parte do BCE (Banco Central Europeu) nesta quinta. O FTSE-100, de Londres, recuou 0,44%, o CAC-40, de Paris, cedeu 0,27%, e o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 0,20%.

A expectativa majoritária do mercado indica uma alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros do Velho Continente, a primeira desde 2011, de modo a conter a forte pressão inflacionária na região.

O aumento dos preços da gasolina e dos alimentos no mês passado empurrou a inflação britânica para sua maior taxa em 40 anos, de acordo com os números oficiais que intensificaram as chances de um raro aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de juros pelo Banco da Inglaterra no próximo mês.

A Agência Nacional de Estatísticas disse nesta quarta que a inflação anual dos preços ao consumidor britânico subiu em junho para 9,4%, máxima desde fevereiro de 1982, de 9,1% de maio e acima da expectativa de 9,3% em uma pesquisa da Reuters com economistas.

A leitura significa que o Reino Unido teve a maior taxa de inflação observada em qualquer economia avançada do G7 desde 1985, embora muitos países menores da União Europeia estejam atualmente vendo um crescimento ainda mais rápido nos preços.

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