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Bolsa fecha estável com EUA e precatórios no radar; Vale cai 7,6%

·5 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) que confirmou uma retirada suave dos estímulos da economia americana evitou que a Bolsa de Valores brasileira recuasse nesta quinta-feira (3) na esteira das fortes baixas registradas no setor de commodities, que derrubaram as ações da Petrobras e da Vale.

O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações do país, avançou 0,06%, a 105.616 pontos. O indicador operava em baixa de 0,59% às 14h57, quando a divulgação do resultado da reunião do Fomc (comitê de política monetária dos EUA) deu início a um movimento de alta que chegou a 1% às 15h37, ainda durante a entrevista coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell.

O dólar fechou em queda de 1,42%, a R$ 5,5890, após ter encostado nos R$ 5,70 pela manhã. A retração tem relação com a realização de lucros antes do anúncio do Fed, cuja postura cautelosa na redução das suas compras de ativos diminuiu a expectativa de aceleração da alta da moeda americana.

A autoridade monetária dos Estados Unidos anunciou nesta quarta que iniciará neste mês uma redução de US$ 15 bilhões (R$ 85 bilhões) em suas compras mensais de US$ 120 bilhões (R$ 680 bilhões) de títulos do Tesouro e hipotecários, que foram iniciadas em 2020, para amenizar os efeitos da pandemia sobre a economia do país.

O resultado era esperado pelo mercado. Uma redução mais agressiva diminuiria mais depressa a liquidez global, prejudicando o fluxo de recursos que os investidores estariam dispostos a aplicar em economias emergentes, como a brasileira, pressionando ainda mais a alta do dólar.

Outro ponto que pode ser visto como positivo para o Brasil foi a decisão unânime dos conselheiros do Fomc em manter os juros básicos do país em um intervalo de 0% a 0,25% ao ano, diminuindo assim o interesse do mercado em retirar dólares de economias emergentes para buscar ganhos mais seguros no Tesouro americano.

O Ibovespa voltou a cair ao final do pregão, porém, com o mercado atento também ao cenário doméstico, onde o governo enfrenta contratempos em sua tentativa de fazer avançar no Congresso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, por meio da qual pretende acomodar os gastos com o Auxílio Brasil no Orçamento de 2022.

A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de furar o teto de gastos para aumentar o valor do benefício para R$ 400, sem indicar de forma concreta de onde sairão os recursos, vem transmitindo ao mercado uma sensação de descontrole fiscal.

A divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) nesta quarta também revelou que a persistência da inflação levou a autoridade a considerar elevar os juros acima do 1,5 ponto percentual, reforçando o alerta de investidores sobre a gravidade da escalada nos preços.

Baixas no setor de commodities, porém, foram as principais responsáveis para que a Bolsa não acompanhasse o viés positivo do exterior após o anúncio do Fed.

A Vale, cujas ações ordinárias foram as mais negociadas do dia, caiu 7,59%, respondendo à forte queda do preço do minério de ferro na China, segundo Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos.

Carvalho ressalta que decisões do governo chinês sobre o seu modelo de desenvolvimento devem reduzir a produção de aço no país, o que somado a um cenário de falta de energia e a crise da construtora Evergrande, aprofundaram a desvalorização do insumo.

"A China vem mudando seu modelo de desenvolvimento, tirando o foco da construção civil para apostar em um crescimento mais sustentável e visando o setor de tecnologia", diz Carvalho.

As ADRs (recibos de depósitos) da Vale negociadas no mercado americano também tinham sofrido forte desvalorização na véspera, o que também explica o ajuste nesta quarta com a reabertura da Bolsa brasileira após o feriado de Finados.

A Petrobras recuou 4,11%. O resultado foi influenciado pela desvalorização do petróleo. O barril do Brent, referência mundial, cedeu 4,07%, a US$ 81,27 (R$ 460,70).

Os preços do petróleo caíram para mínima de quase quatro semanas nesta quarta-feira, depois que os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram mais do que o esperado, enquanto estoques de gasolina do maior consumidor de petróleo do mundo atingiram uma mínima de quatro anos.

As ações da Lojas Americanas dispararam 13,33%, enquanto as da Americanas, subiram 6,57%, após avanço no processo de fusão entre ambas, com manutenção do plano de listar ações nos EUA.

O Grupo Soma saltou 8,90%, tendo de pano de fundo notícias de que a Arezzo abordou a companhia para uma aquisição. A Arezzo, que não está no Ibovespa, avançou 5,33%.

A Arezzo informou nesta quarta, porém, que mantém discussões com "diversos parceiros potenciais", mas que não assinou qualquer documento envolvendo o Grupo Soma.

No mercado de ações dos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,29%, 0,65% e 1,04%, com investidores reagindo positivamente ao previsível anúncio do Fed.

O S&P 500 e o Nasdaq renovaram suas máximas de fechamento pela quinta sessão consecutiva, enquanto o Dow Jones registrou o quarto fechamento recorde seguido.

"O Fed não balançou o barco neste caso", disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado da LPL Financial. "Foi bastante antecipado o que o Fed poderia fazer e eles fizeram o que a maioria das pessoas esperava."

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