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Bolsa fecha em queda com receio de inflação nos EUA

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira fechou em queda nesta quinta-feira (18). O Ibovespa recuou 0,96%, a 119.198,97 pontos, pressionado pela aversão a risco que predominou nos mercados globais.

"O movimento de correção das Bolsas internacionais e a perda de força dos contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa chinesa de Dalian ao longo do dia explicam a queda do Ibovespa nesta quinta", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Investidores estão receosos que a escalada no preço das matérias-primas, combinado à recuperação do consumo nos Estados Unidos e a um novo pacote de auxílio econômico da ordem de US$ 1,9 trilhão no país contribuam para o aumento da inflação local e a uma eventual alta nos juros.

Dados do governo americano divulgados na quarta (17) mostraram que as vendas no varejo dos EUA aumentaram à maior taxa em sete meses em janeiro.

Outro ponto negativo é o aumento inesperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 861 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 13 de fevereiro, contra 848 mil na semana anterior, disse o Departamento do Trabalho americano nesta quinta. Economistas consultados pela Reuters previam 765 mil solicitações na última semana.

Parte do aumento nos pedidos pode estar relacionada ao fechamento temporário de fábricas de automóveis no início da semana passada devido à escassez global de chips semicondutores. A General Motors anunciou que suspenderia totalmente a produção de sua fábrica Fairfax, em Kansas City, na semana de 8 de fevereiro.

A Ford reduziu a jornada de trabalho em sua fábrica de caminhões de Dearborn e em sua planta de montagem de Kansas City.

Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,38%, o S&P 500 perdeu 0,44%, e o Nasdaq recuou 0,72%.

No Brasil, o anúncio de que a Petrobras vai reajustar preços do diesel e da gasolina a partir de sexta deu força aos argumentos de que a Selic, hoje em 2% ao ano, terá que subir logo, mesmo com a atividade econômica ainda patinando.

A economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Solange Srour, defendeu que o Banco Central comece a subir juro já em março.

O dólar subiu 0,55%, a R$ 5,4430. O turismo está a R$ 5,603.

Além do viés negativo no exterior, que levou moedas emergentes a se desvalorizarem no pregão, o real foi pressionado pelo risco fiscal em torno da volta do auxílio.

O governo e lideranças partidárias fecharam um acordo nesta quinta que prevê a edição de uma MP (medida provisória) para liberar o auxílio emergencial, além da aprovação -já na próxima semana, no Senado- de uma proposta unificada que trará medidas de ajuste fiscal.

Pelo acordo, serão fundidas as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) Emergencial e do Pacto Federativo. Os dois textos tramitam no Senado desde o fim de 2019 e preveem, entre outros pontos, o acionamento de gatilhos de ajuste fiscal.