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Bolsa fecha em queda de 2,03% com riscos para atividade global trazidos pela ômicron

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com o sentimento de maior aversão ao risco prevalecendo entre os investidores por conta das incertezas trazidas pela nova variante ômicron do coronavírus, a Bolsa de Valores brasileira acompanhou a tendência observada nos mercados globais e fechou em forte queda.

Nesta segunda-feira (20), o Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, teve desvalorização de 2,03%, aos 105.019 pontos.

Deram contribuição relevante para o resultado o desempenho das ações da Petrobras, que representam cerca de 10% do índice —as ações preferenciais da estatal recuaram 2,86%, a R$ 28,16, e as ordinárias cederam 1,92%, a R$ 30,20.

O movimento veio na esteira da realização observada nos preços do petróleo, que recuava 2,26% por volta das 18h30, a US$ 71,86 (R$ 409,95).

No câmbio, refletindo a corrida dos investidores por ativos mais seguros, o dólar à vista saltou 1% nesta segunda, cotado a R$ 5,7410 para venda, no maior patamar desde 30 de março (R$ 5,7580).

"O clima de aversão ao risco deve-se aos temores sobre a evolução da ômicron. A nova cepa já foi encontrada em 90 países e a disparada no número de casos não é um risco desprezível. Tanto, que mesmo com a gravidade menor relatada dos casos, a Holanda decidiu por fazer um novo lockdown até a segunda semana de janeiro", afirma Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear Corretora.

Também tiveram fortes perdas nesta segunda as ações da CVC (-8,56%, a R$ 13,89), da CSN (-6,91%, a R$ 23,71) e da PetroRio (-6,16%, a R$ 19,05), mais ligadas ao tema de reabertura da economia.

"A questão da Itapemirim teve algum peso marginal para a queda dos papéis da CVC e de companhias aéreas, mas hoje com certeza o grande destaque foram os riscos relacionados ao ômicron", afirma Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, acrescentando que o período de férias escolares no final do ano e a velocidade de disseminação da nova variante também pesam negativamente para papéis de caráter mais cíclico.

Nos Estados Unidos, com as incertezas renovadas pela pandemia, o dia foi igualmente marcado por quedas generalizadas entre as ações dos principais índices de mercado —o S&P 500 recuou 1,14%, enquanto o Nasdaq fechou em baixa de 1,24%, e o Dow Jones cedeu 1,23%.

Ribeiro, da Clear, acrescenta que o Reino Unido também sinalizou que pode adotar novas restrições, com a possibilidade de medidas em outros países do continente reduzirem o apetite por risco dos investidores, uma vez que geram inúmeras dúvidas sobre o ritmo de crescimento no ano que vem.

A Alemanha passou a impor a partir desta segunda quarentena obrigatória de duas semanas aos viajantes do Reino Unido, dias depois de a França ter anunciado que vai proibir a maioria das viagens para o Reino Unido ou que cheguem do país, em um momento em que os britânicos batem recorde de infecções pelo coronavírus.

Além disso, a prefeitura de Paris anunciou no sábado o cancelamento dos fogos de artifício e shows que estavam previstos para acontecer nas celebrações de Ano-Novo na avenida Champs Elysées, cartão postal da capital francesa.

Até o Fórum Econômico Mundial foi adiado por causa da variante ômicron. O encontro anual ocorreria entre 17 e 21 de janeiro do próximo ano em Davos, e agora está previsto para o início do verão no hemisfério norte, que começa no final de junho.

Na agenda doméstica, o destaque do dia ficou por conta da divulgação do relatório Focus do BC (Banco Central). O mercado reduziu pela décima vez seguida a expectativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, ajustando levemente as contas para a inflação.

Segundo a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 4,58% em 2021, ante a expectativa de alta de 4,65% na semana anterior.

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