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Bolsa fecha em alta após promoção de comida elevar vendas do varejo

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico com os indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico com os indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O índice de referência da Bolsa de Valores alcançou uma alta semanal de 4,10%, no primeiro avanço após quatro semanas consecutivas no vermelho. Esse também foi o melhor período desde o ganho de 4,70% na semana encerrada em 5 de março de 2021.

Altas seguidas das commodities mais importantes para o mercado acionário doméstico, sobretudo o petróleo, foram decisivas para a recuperação.

Na sessão desta sexta-feira (14), o Ibovespa subiu 1,33%, a 106.927 pontos e se descolou dos mercados globais. Para isso contou também com a avaliação positiva de investidores sobre a alta do varejo doméstico. O dólar recuou 0,28%, a R$ 5,5130.

O volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,6% em novembro de 2021, na comparação com outubro, informou nesta sexta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desempenho que ficou acima das expectativas. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam estagnação (0%) nas vendas.

O detalhamento dessa alta do varejo, porém, revela que o mercado financeiro está olhando para o lado meio cheio do copo.

É que a alta só aconteceu porque promoções de produtos alimentícios e bebidas colocaram o setor de supermercados no azul. Em anos anteriores, o período era marcado por aumento nas vendas de eletrônicos devido à Black Friday.

"O descolamento das ações brasileiras [do exterior] se deve em parte ao resultado do varejo acima do esperado. Não é uma alta tão relevante, mas mostra otimismo", disse Davi Lelis, especialista da Valor Investimentos.

Dados mistos dos primeiros balanços de bancos nos Estados Unidos também animaram investidores em relação a ações do setor bancário brasileiro que, bastante depreciado, apresentou recuperação nesta semana, segundo Rodrigo Moliterno, gerente de renda variável da Veedha Investimentos.

Altas seguidas das ações da Petrobras despontam entre as principais contribuições positivas para o Ibovespa nesta semana. Os papéis preferenciais da companhia subiram 3,73%, no dia, e 11,6% no acumulado semanal.

A estatal, que anunciou aumento dos combustíveis nesta semana, vem se valorizando na esteira da alta do petróleo. O barril do Brent subiu 2,34% nesta sessão, a US$ 86,45 (R$ 478,44).

São responsáveis pela valorização da commodity as crises geopolíticas em regiões produtoras e, principalmente, a insistência dos principais países fornecedores em não acelerar o aumento da oferta em meio a uma demanda global crescente.

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam mistos após uma sessão repleta de volatilidade.

Após tombar 2,5% na véspera, o índice Nasdaq teve recuperação parcial. Fechou em alta de 0,59%. Na semana, porém, caiu 0,28%.

O Dow Jones cedeu 0,56% na sessão, enquanto o índice de referência, o S&P 500, terminou em ligeira alta de 0,08%.

Ao lado do avanço da variante ômicron do coronavírus, a inflação segue no radar do investidor americano como principal preocupação. Isso vem pressionando para baixo o mercado acionário do país devido à expectativa de que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) promova aumentos consistentes nos juros de referência.

Antônio Sanches, especialista em investimentos da Rico, explica que há um movimento de rotação de investimentos de ações de crescimento, como são classificadas muitas das empresas listadas na Nasdaq, para ações de valor, que são empresas consideradas financeiramente consolidadas.

"Carregar por mais tempo [na carteira] essas empresas cujo crescimento está projetado para o futuro se torna menos vantajoso quando os juros sobem", comentou.

O Fed já confirmou que elevará os juros neste ano, em uma tentativa de retirar liquidez da economia para frear a maior inflação registrada no país em quatro décadas.

Esse movimento valoriza os títulos do Tesouro americano, fazendo com que esse investimento extremamente seguro se torne mais interessante do que as arriscadas aplicações em ações de empresas ainda em formação de caixa.

Bolsas de países emergentes são duplamente afetadas pela alta dos juros nos EUA, pois além da indisposição de investidores globais em aplicar nesses mercados, a elevação da taxa de referência americana valoriza o dólar.

No mercado de câmbio, pressões vindas de direções opostas fizeram o dólar andar de lado durante a sessão desta sexta, segundo a economista Cristiane Quartarolli, especialista em câmbio do Banco Ourinvest.

De um lado, o crescimento do varejo doméstico gerou expectativas sobre a necessidade de manutenção da alta da taxa Selic, o que tende a promover valorização do real frente ao dólar. De outro, a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos tende a valorizar a divisa americana.

"Então esse quadro de volatilidade deve continuar", diz Quartarolli.

Apesar da queda de 0,28% da divisa, o risco fiscal deve provocar novas altas, segundo a economista.

Ela destaca que a pressão pelo reajuste salarial em atraso devido aos servidores federais é acompanhada com apreensão pelo mercado.

Sinais de aumento de gastos públicos elevam o risco fiscal e tendem a valorizar o dólar, pois é na moeda americana que muitos investidores buscam proteção.

Entre os destaques da sessão, o Banco Inter subiu 7,92%, em meio a reavaliações positivas sobre o valor da empresa. Após rejeitar uma proposta de fusão da operadora de shopping centers Aliansce Sonae, as ações da brMalls subiram 7,01%. Os papéis do Banco Pan avançaram 6,13%. Investidores reagiram ao aumento da participação do BTG na companhia.

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