Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.797,30
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    16.979,45
    -51,42 (-0,30%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Bolsa ensaia recuperação após tombos antes do 2º turno das eleições

***ARQUIVO**SÃO PAULO, SP - Movimentação na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO**SÃO PAULO, SP - Movimentação na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de três quedas consecutivas que levaram a Bolsa de Valores brasileira a um tombo de 6% nesta semana, o mercado de ações doméstico ensaiava uma recuperação parcial na tarde desta quinta-feira (27). No câmbio, o dólar perdia força contra o real, apesar da alta da moeda americana no exterior.

O penúltimo dia de negociações antes do segundo turno da eleição presidencial, no domingo (30), ocorre em meio à escalada dos ataques da campanha de Jair Bolsonaro (PL) contra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), provocando dúvidas se o presidente aceitará o resultado das urnas em caso de derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma bateria de dados relevantes para o mercado financeiro tirava, porém, um pouco de foco da polarizada disputa eleitoral. Entre os quais estão as divulgações sobre o emprego no Brasil, a elevação dos juros na Europa e o crescimento da economia nos Estados Unidos.

Por volta das 12h45, o índice Ibovespa avançava 0,79%, aos 113.663 pontos. O dólar comercial à vista caía 1,63%, cotado a R$ 5,2940. No exterior, porém, o índice que mede o desempenho da moeda americana contra outras divisas fortes cedia 0,5%.

Apesar da alta do Ibovespa, havia baixas nas ações do setor de matérias-primas metálicas, um dos mais importantes para a Bolsa do Brasil. A Vale despencava mais de 5%. A companhia reportará na tarde desta quinta os seus resultados do terceiro trimestre.

Ainda sobre o segmento das commodities ferrosas, os preços de referência do minério de ferro negociado em Singapura caíram cerca de meio ponto percentual nesta sessão.

Entre os dados positivos para a economia doméstica, a taxa de desemprego voltou a recuar e atingiu 8,7% no terceiro trimestre deste ano. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2015 (8,4%).

Na véspera, o Banco Central confirmou a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75%. Embora a medida mantenha a ampla vantagem para os investimentos de renda fixa, a decisão já era esperada pelo mercado e não acrescentou turbulências à negociação de ações.

Na Bolsa de Nova York nesta quinta, o indicador parâmetro S&P 500 subia 0,08%, perto da estabilidade. Do lado positivo do mercado americano estavam as grandes companhias que compõem o índice Dow Jones, que subia 0,97%. A pressão negativa vinha da queda de 1,02% da Nasdaq, que concentra companhias de tecnologia e com maior potencial de crescimento.

O mercado americano trabalha atento à repercussão entre investidores sobre os dados de terceiro trimestre do PIB dos Estados Unidos. A economia do país cresceu a uma taxa anual de 2,6%, mas mostrou sinais de desaceleração quanto aos gastos de consumidores e empresas.

Se por um lado isso mostra que a política de elevação de juros do banco central americano está conseguindo desacelerar a economia para estabilizar a inflação, por outro, amplia os temores de recessão na maior economia do planeta.

Também tentando lidar com a escalada da inflação, o Banco Central Europeu aumentou em 0,75 ponto percentual a sua taxa de juros, além de mudar regras de empréstimos para bancos comerciais.

Dezenove países que compartilham o euro são afetadas pela taxa de juros do BC, agora em 1,5% ao ano, a mais alta desde 2009, reportou a agência Reuters.